Vida Independente

Ativistas juntaram-se esta tarde em frente à Assembleia da República para exigir que o Estado cumpra os direitos das pessoas com deficiência. Pedem medidas urgentes para garantir uma verdadeira vida independente.

O Centro de Vida Independente diz que a introdução de uma condição de recursos para o acesso à assistência pessoal “transforma um direito humano num privilégio sujeito a contribuição”.

Manifestação aconteceu em vários pontos do país. Em Lisboa, manifestantes criticam avanços lentos e direitos que não saem do papel, e pedem "grandes lutas".

Em dois meses, a petição superou o número suficiente de assinaturas para ir a plenário parlamentar. Objetivo é pelo menos duplicar o número de Centros de Apoio à Vida Independente e rever a portaria sobre o tema para que a assistência pessoal não continue a ser um “privilégio” de uma minoria.

Sob o lema "Vida Independente tem de ser para toda a gente!", coletivos e associações voltam a reclamar a importância da promoção da vida independente para pessoas com deficiência.

No Dia Europeu da Vida Independente, realizou-se, pelo sexto ano consecutivo, uma marcha em que se celebrou “o orgulho em pertencer à comunidade das pessoas com deficiência como expressão da diversidade humana”.

Este sábado realizou-se a Marcha pela Vida Independente. Em Lisboa, Vila Real e Guimarães, exigiu-se o cumprimento dos princípios inscritos na Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, ratificada, por Portugal, em 2009, mas ainda por cumprir.

Com o projeto-piloto de apoio à vida independente a chegar ao fim e nova legislação prometida, pretende-se fazer ouvir a voz das pessoas que precisam de assistência pessoal. Uma mobilização com o lema: “A vida independente tem de ser para toda a gente”.