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Mulheres de Abril

Esta é uma série que reunirá mais de 20 testemunhos, a ser publicada pelo Esquerda.net. São relatos, na primeira pessoa, de mulheres antifascistas sobre a sua história de resistência e de luta contra a ditadura. Coordenação de Mariana Carneiro.

Mulheres de Abril: Testemunho de Helena Lopes da Silva (1949-2018)

Setembro 9, 2018

Por ocasião da morte da Helena Lopes da Silva, o Esquerda.net publica o testemunho inédito da resistente antifascista e fundadora do Bloco de Esquerda, recolhido em junho de 2017 no âmbito do projeto Mulheres de Abril. Por Mariana Carneiro.

Mulheres de Abril: Testemunho de Margarida Tengarrinha

Agosto 23, 2017

Tinha acabado de fazer 17 anos quando participei na primeira manifestação política. Foi no dia 8 de Maio de 1945, o dia do armistício. Já existia entre nós a noção do que foi a guerra, do que foi o nazifascismo, da aliança do Salazar com o Mussolini e o Hitler. Para mim isso era muito claro. Que não existia, de maneira nenhuma, isenção da parte do Salazar. Por Margarida Tengarrinha

Mulheres de Abril: Testemunho de Jorgete Teixeira

Junho 8, 2017

O medo era uma constante, sabíamos dos riscos, sabíamos dos métodos utilizados pela PIDE para obter informações, sabíamos que quem denunciasse os camaradas era banido e desprezado. Acho que era esse o meu maior medo, não ser capaz de resistir. Por Jorgete Teixeira.

Mulheres de Abril: Testemunho de Maria do Nascimento Falcão

Junho 6, 2017

Enquanto o meu marido esteve preso, continuei a trabalhar na Cooperativa de Consumo Piedense, a dar apoio às pessoas que estavam clandestinas e a ir às reuniões do Sindicato. A PIDE aparecia na Cooperativa a toda a hora. Por Maria do Nascimento Falcão.

Mulheres de Abril: Testemunho de Maria Antónia Palla

Maio 30, 2017

Foram uns dias que não se podem esquecer. Mas, quando fiz o relato dos acontecimentos, escrevi uma frase que me ficou na memória: “Agora que temos a Liberdade, o que vamos fazer com ela?”. Por Maria Antónia Palla.

Mulheres de Abril: Testemunho de Eulália Vaz

Maio 25, 2017

Era o fim da PIDE, da censura, da guerra colonial! Começava a esperança! O meu filho, na minha barriga de oito meses, já nasceria livre da pata do fascismo! Por Eulália Vaz.

Mulheres de Abril: Testemunho de Maria Viegas

Maio 23, 2017

Tal como acontecera no Luxemburgo, também em França a minha militância continuava junto dos emigrantes portugueses e não no Quartier Latin onde alguns intelectuais portugueses passavam o tempo a conspirar. Por Maria Viegas.

Mulheres de Abril: Testemunho de Domicília Costa

Maio 18, 2017

Em Fevereiro de 1953, dias após ter completado 7 anos, e meses depois de ter entrado para a escola, o meu pai despediu-se da fábrica onde trabalhava desde os 17 anos e fomos morar para Lisboa. Iniciávamos a preparação para a clandestinidade. Por Domicília Costa.

Mulheres de Abril: Testemunho de Carmelinda Pereira

Maio 16, 2017

Para mim, foi o tempo do medo e da sensação de que tudo se fechava. Foi o tempo em que acabei por fazer parte do grupo dos setenta que foram expulsos do ISPA. Até que veio outro tempo. Por Carmelinda Pereira.

Mulheres de Abril: Testemunho de Maria da Purificação Araújo

Maio 11, 2017

Não tenho ideia de quantos partos de mulheres na clandestinidade cheguei a fazer, mas foram muitos. Por uma questão de segurança, quando me levavam, fechava os olhos para não ver para onde ia. Era um risco, mas tinha de o fazer. Por Maria da Purificação Araújo.

Mulheres de Abril: Testemunho de Diana Andringa

Maio 9, 2017

Então, a prisão. Como leu num texto da Praça da Canção, “de certo modo estava no (seu) posto”. Era, de algum modo, o reconhecimento. De uma grande responsabilidade política? Não. Daquilo que marcara a sua vida, porque não saberia ser de outra maneira: a extraordinária força dos porquês. Por Diana Andringa.

Mulheres de Abril: Testemunho de Sara Amâncio

Maio 7, 2017

Tínhamos preparação para a prisão, mas há uma componente subconsciente que não conseguimos controlar. As minhas mãos pingavam, começaram a inchar e a criar umas bolhas. Só mais tarde me apercebi que esse é um dos sintomas do stresse de guerra. Por Sara Amâncio.

Mulheres de Abril: Testemunho de Julieta Rocha

Maio 4, 2017

Vivíamos muito mal, condenados à miséria por uma ditadura fascista. Não tínhamos direito a nada e passávamos muita fome. A nossa casa tinha chão de terra e estava cheia de ratazanas. Com oito anos, fui trabalhar para a fábrica com a minha mãe. Por Julieta Rocha.

Mulheres de Abril: Testemunho de Irene Rodrigues

Maio 2, 2017

Foi na Livrelco que iniciámos a nossa formação política, foi aí que adquirimos uma maior abertura e reforçámos a nossa consciência da necessidade de existir uma sociedade mais justa. Por Irene Rodrigues.

Mulheres de Abril: Testemunho de Maria Vitória Vaz Pato

Abril 30, 2017

A não violência a exemplo de Luther King estimulou-me a comprometer-me na luta contra o fascismo. Quando conheci o Luther King português (Nuno Teotónio Pereira), acompanhei-o num trabalho político de divulgação de textos formadores de uma consciência política, como os do jornal Direito à Informação. Por Maria Vitória Vaz Pato.

Mulheres de Abril: Testemunho de Maria da Conceição Moita

Abril 27, 2017

A minha radicalização política foi acontecendo, não se deu de um momento para o outro. Era uma exigência política e uma exigência cristã. E foi uma dinâmica que aconteceu no meio dos cristãos. Não foi um processo isolado. Por Maria da Conceição Moita.

Mulheres de Abril: Testemunho de Maria Custódia Chibante

Abril 25, 2017

A fúria do chefe da Brigada Silva Carvalho era indescritível, pois além de me insultar e deixar a cara inchada, cuspiu-me três vezes para a cara. Foi este o meu último dia de prisão. Por Maria Custódia Chibante (mulher do Couço).

Mulheres de Abril: Testemunho de Margarida Tengarrinha

Abril 23, 2017

Tinha acabado de fazer 17 anos quando participei na primeira manifestação política. Foi no dia 8 de Maio de 1945, o dia do armistício. Já existia entre nós a noção do que foi a guerra, do que foi o nazifascismo, da aliança do Salazar com o Mussolini e o Hitler. Para mim isso era muito claro. Que não existia, de maneira nenhuma, isenção da parte do Salazar. Por Margarida Tengarrinha.

Mulheres de Abril: Testemunho de Helena Neves

Abril 20, 2017

Recupero a liberdade com a liberdade do nosso país graças ao Movimento das Forças Armadas na Revolução de Abril. E sempre me faltarão as palavras para dizer esta emoção de saborear um sonho há muito sonhado, de encetar o resto da minha vida num país liberto da cinza dos dias oprimidos. Por Helena Neves.

Mulheres de Abril: Testemunho de Helena Pato

Abril 18, 2017

Estava sempre numa ansiedade, desejando ir [de uma vez…] para tortura de sono. Queria ver-me livre daquilo. Tinha medo e sabia que esse era o meu destino, mais cedo ou mais tarde. Por Helena Pato.

Mulheres de Abril: Testemunho de Aurora Rodrigues

Abril 16, 2017

No Reduto Sul, onde estavam os pides e não os guardas prisionais, fizeram-me uma coisa que seria incompreensível, se não fosse o objectivo de humilhar, particularmente por eu ser mulher. Despiram-me completamente. Por Aurora Rodrigues.

Mulheres de Abril: Testemunho de Manuela Góis (Manu)

Abril 13, 2017

Havia muitas ligações entre o movimento estudantil e outros movimentos que queriam o fim do fascismo e a independência das colónias. Daí que houvesse tantas prisões de estudantes, vigorosamente denunciadas pela imprensa estudantil. Por Manuela Góis (Manu).

Mulheres de Abril: Testemunho de Maria Etelvina Sá

Abril 11, 2017

Na crise académica de 1969, as mulheres participaram massivamente, tanto nas assembleias de estudantes como nas manifestações, saindo da “concha” a que estavam circunscritas. Por Maria Etelvina Sá.

Mulheres de Abril: Testemunho de Maria Machado

Abril 9, 2017

Despedi-me da minha mãe, do meu pai e da irmã com o coração apertado. Não sabia por quanto tempo seria a separação. E não podia adivinhar que nesse mesmo ano, em Agosto, seriam presos pela PIDE. E assim entrei eu na organização das “acções especiais”. Por Maria Machado.

Mulheres de Abril: Testemunho de Joana Lopes

Abril 6, 2017

A liberdade que nunca se imaginara poder ser tão grande, as esperanças quase sem limites dos tempos que se seguiram. Sim, tudo isso, mas foi longo o caminho de muitos para lá chegarem – e o meu também foi. Por Joana Lopes.