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Estado assume 4.900 milhões de dívidas do BPN à CGD

O Estado português irá assumir dívidas do BPN à CGD, no montante de 4.900 milhões de euros. A 1 de Agosto de 2011, o governo tinha apontado o valor de 4.500 milhões de euros, menos 400 milhões que agora. O Bloco questiona o Governo e, em comentário ao esquerda.net, o deputado João Semedo realça que "este governo, tal como o anterior têm sempre a mesma receita para o BPN".
O deputado João Semedo realça que "este governo, tal como o anterior têm sempre a mesma receita para o BPN" - Foto de Paulete Matos

“Este governo tal como o anterior têm sempre a mesma receita para o BPN: nacionalizar o prejuízo que todos vamos pagar e que pode chegar aos cinco mil milhões de euros e entregar aos privados, neste caso ao BIC, os activos rentáveis ainda existentes no BPN”, declarou João Semedo ao esquerda.net

Nesta quinta feira, o jornal “Diário Económico” noticiou que o Estado vai assumir 1.000 milhões de euros da dívida do BPN à Caixa Geral de Depósitos (CGD) em papel comercial e que, em montante global, o Estado assume 4.900 milhões de euros da dívida do BPN à CGD.

No passado dia 1 de Agosto, o Governo, em resposta a uma pergunta do grupo parlamentar do Bloco de Esquerda, apontava para uma dívida total garantida pelo Estado ao BPN no valor de 4.500 milhões de euros, menos 400 milhões do montante noticiado nesta quinta feira. O Bloco de Esquerda entregou hoje um requerimento na Assembleia da República (aceda ao requerimento), onde pergunta ao executivo de Passos Coelho: “como explica o Governo a diferença” entre estes valores; “quais os detalhes do pré-contrato assinado com BIC” e “qual a lista dos activos que serão transferidos para o Estado em função do processo de privatização” e qual o seu valor.

O requerimento do Bloco de Esquerda aponta que este montante se refere a: “cerca de 3,1 mil milhões incluídos nos três veículos “tóxicos” assumidos pelo Tesouro – Parvalorem, Parparticipadas e Parlups – ao qual se adicionam créditos no valor de 795 milhões e 1.000 milhões de euros referentes a emissões de papel comercial”.

O Bloco de Esquerda lembra ainda que “o BPN já custou aos contribuintes portugueses um total de 2,4 mil milhões de euros, sendo que, destes, 1,8 mil milhões foram já assumidos no défice do ano passado” e sublinha que “os encargos do BPN equivalem a mais do dobro da sobretaxa cobrada aos contribuintes portugueses (que corresponde a metade do subsidio de natal)”, não havendo garantias que o montante global não suba ainda mais.

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Termos relacionados BPN: A fraude do século, Política
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