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Há mais de 50 mil licenciados no desemprego

Cecília Honório no comício em Portimão. Foto de Paulete MatosNo Comício do Bloco de Esquerda em Portimão, Cecília Honório lembrou que 15% dos jovens estão desempregados e que mais de 50 mil licenciados não têm emprego. A dirigente do Bloco afirmou que os anunciados empréstimos aos estudantes podem endividar as famílias e são um sinal da progressiva privatização do ensino que o Governo tem em marcha. Sobre o veto de Cavaco Silva à lei da responsabilidade civil extra-contratual do Estado, Francisco Louçã defendeu que os objectivos da lei devem ser mantidos e que não devem ser motivos de ordem orçamental a limitar os direitos dos cidadãos perante o Estado.

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No Comício de Sexta-feira à noite em Portimão, Cecília Honório lembrou que há 10 anos Portugal aspirava a integrar o "pelotão da frente" da União Europeia mas que hoje se encontra cada vez mais na cauda. Na altura o país tinha uma das mais baixas taxas de desemprego da União Europeia e agora tem uma das mais altas, com particular incidência nos jovens (15%) e nos licenciados (mais de 50.000 desempregados). A deputada do BE salientou que este é um tempo para começar de novo, em defesa da democracia contra uma ofensiva liberal global que mercantiliza até os recursos naturais ou a escola, esvaziando a cidadania.

A dirigente do BE considera que os empréstimos aos estudantes do ensino superior, anunciados com pompa e circunstância por Mariano Gago, são um "apelo às famílias para se hipotecarem", acrescentando que esta medida, em conjunto com o desinvestimento na Acção Social Escolar e com a passagem das Universidade as fundações, confirma a vontade do Governo em "aumentar as propinas a prazo". Sobre a intenção do governo de definir serviços mínimos para a realização de exames, foi peremptória: "os professores só podem fazer greve quando dá jeito ao governo".

Francisco Louçã referiu-se ao veto presidencial da Lei sobre responsabilidade civil extra-contratual do Estado, que Cavaco Silva devolveu à Assembleia da República por considerar que as medidas propostas têm "consequências financeiras cuja razoabilidade em termos de esforço fiscal é questionável". Louçã defendeu que os objectivos da lei devem ser mantidos e que não devem ser motivos de ordem orçamental a limitar os direitos dos cidadãos perante o Estado.

Na abertura do comício, que reuniu várias centenas de pessoas, Luisa Penisga salientou a luta do BE contra a especulação imobiliária na orla costeira algarvia e a reprovação dos novos PINs para o Algarve, à revelia do PROTAL. A deputada Municipal do Bloco apresentou um balanço da intervenção autárquica do BE em Portimão, que fez 30 moções, muitas reprovadas pela maioria socialista. Luisa Penisga lembrou em particular duas moções aprovadas na AM de Portimão: a condenação das obras ilegais feitas pelo actual dono da Quinta da Rocha, na ria de Alvor, e a exigência de "um Algarve livre do cultivo e comercialização de transgénicos" , que mereceu voto favorável da actual governadora civil de Faro e que também viria a ser aprovada na Assembleia Metropolitana do Algarve.

Na próxima terça-feira o Bloco de Esquerda termina a digressão de Verão pelo Algarve, com um comício em Olhão, às 21h30, no jardim junto ao mercado municipal.

 

Francisco Louçã em Portimão. Foto de Paulete Matos   comicio_3_peq.jpg

 


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