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Comissão de Trabalhadores da Petrogal denuncia “esvaziamento da empresa”

Os trabalhadores reagem às ameaças de despedimentos na unidade comercial numa altura em que os negócios crescem e a administração promete aumentar dividendos aos acionistas.
Refinaria de Sines.
Refinaria de Sines. Foto GALP.

Face ao anúncio da administração da Petrogal/Galp de que nos próximos três anos os dividendos distribuídos aos acionistas serão aumentados dez cêntimos em cada ano, a Comissão Central de Trabalhadores (CCT) do grupo considera “imoral” as ameaças aos postos de trabalho a propósito da reestruturação da unidade comercial.

No parecer emitido sobre essa reestruturação, onde a administração prevê efetuar “algumas dezenas de despedimentos” através de acordos de cessação e pré-reformas, a CCT entende que em nenhum dos documentos que recebeu “foi adiantada qualquer razão para justificar um único despedimento de qualquer trabalhador”.

Os trabalhadores não aceitam que o impacto do processo de digitalização na estrutura da empresa possa servir para sacrificar mais postos de trabalho, o que “corresponde à aceleração de um processo a que a CCT dá o nome de esvaziamento da Empresa que não é novo, é continuo de há vários anos para cá”, através da substituição de trabalhadores da empresa por prestadores de serviços ou contratados por outras empresas do grupo, “criadas à medida das necessidades”.

A avidez dos acionistas por mais dividendos e a complacência da administração levam a CCT a questionar: “quantos mais empregos estará a Administração disponível para transformar em capital?”

Trabalhadores subcontratados para manutenção da refinaria de Sines contestam despedimentos

Num plenário realizado a 21 de novembro, os trabalhadores do consórcio da Martifer e da CMN, empresas subcontratadas para a manutenção da refinaria de Sines, aprovaram uma moção em solidariedade com os seus camaradas que receberam cartas de despedimento, com efeito a partir de dia 12 de dezembro.

Estes trabalhadores exigem também que os seus vínculos laborais sejam reconhecidos pela Petrogal, uma vez que ocupam postos de trabalho permanentes, nalguns casos há duas décadas. Para a União dos Sindicatos de Setúbal/CGTP-IN, estes despedimentos são ilegais, pois estes trabalhadores ocupam postos de trabalho de carácter permanente.
 

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