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Os Correios como serviço público

Começamos o dossier com o Japão, onde a privatização dos correios esteve no centro da recente viragem política que marcou a derrota do PDL. O novo governo do PDJ decidiu desistir da privatização, como explica o artigo Japão muda de curso e desiste de vender Serviços Postais.

Nos EUA, onde o serviço é público, Obama disse recentemente que a privatização é uma "má ideia". Mas está para breve o fim da entrega de correio ao sábado, o que significa um corte de 50 mil postos de trabalho. O artigo seguinte traça um panorama da Holanda - onde os correios foram privatizados há 20 anos -, França, Bélgica e Grã-Bretanha, onde as políticas privatizadoras enfrentam resistência.

Os dois artigos finais - França: um projecto contra os cidadãos e Grã-Bretanha: a guerra em casa - especificam a situação destes dois países.

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Resto dossier

Os Correios como serviço público

A Holanda privatizou os seus correios, e o resultado foi mau para o serviço e para os trabalhadores. O Japão desistiu de os privatizar. Em França, na Bélgica e no Reino Unido, os governos manobram para privatizar, mas chocam-se com enorme resistência. Nos EUA, Obama acha a privatização "má ideia", mas prevê-se um corte de 50 mil empregos.

EUA: Entrega de correio ao sábado ameaçada

O Serviço dos Correios Norte-Americano prepara-se para cortar 50 mil postos de trabalho, acabando com a entrega de cartas aos sábados, serviço que é prestado desde a sua fundação por Benjamim Franklin em 1775.

Europa: pagar pela privatização

A Holanda privatizou os seus correios há 20 anos, com drásticas consequências para a qualidade do serviço e para os seus trabalhadores. Bélgica, França e Grã-Bretanha dão passos para a privatização. Mas os trabalhadores resistem.

França: um projecto contra os cidadãos

A privatização de La Poste tem encontrado uma oposição determinada por parte dos utentes e dos autarcas, bem como dos trabalhadores, o que não impede o governo de avançar. As mobilizações actuais revelam o apego das populações ao serviço público e sublinham uma tomada de consciência dos males do liberalismo.

Japão muda de curso e desiste de vender Serviços Postais

O novo governo do PDJ, que pôs fim ao monopólio político do PDL, congelou a venda das acções da Holding Postal do Japão, Cia. Lda., que combina entrega de correio com serviços bancários e de seguros a nível nacional, e que é uma das maiores instituições financeiras do mundo.

Grã-Bretanha: a guerra em casa

Desde que chegou ao gabinete, o New Labour tem feito o seu melhor para destruir os Correios como uma instituição pública altamente produtiva avaliada com afeição pelo povo britânico.

Obama: privatização dos Correios é "má ideia"

Para o presidente dos EUA, as empresas privadas não iam querer ficar com a responsabilidade por serviços como a entrega de um postal numa área remota. "O USPS fornece serviço universal e as empresas privadas não o fazem", disse.