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O Brasil depois da eleição de Bolsonaro

A menos de um mês da posse do ultradireitista Jair Bolsonaro na Presidência da República do Brasil, oferecemos neste dossier do Esquerda.net um painel que procura refletir o que se diz na esquerda brasileira sobre o resultado até certo ponto inesperado das eleições presidenciais.
Jair Bolsonaro. Foto de Marcelo Camargo - Agência Brasil
Jair Bolsonaro. Foto de Marcelo Camargo - Agência Brasil

Começando pelas entrevistas com os protagonistas Fernando Haddad e Guilherme Boulos, que fazem um balanço das suas campanhas. O que aconteceu? E agora, o que nos espera? O que podemos fazer? A estas questões e outras procuram responder Frei Betto: Derrota da democracia no Brasil; Valério Arcary: Perigo de “inverno siberiano” foi subestimado, José Correa Leite: Autoritário, ultraliberal e sob tutela militar, governo Bolsonaro viverá turbulências; Ruy Fausto: 'Burocracia do PT vive do mito Lula. Se houver sucessor, ela morre'; Vladimir Safatle: Da arte de desaparecer. O sociólogo Alexandre Brasil Fonseca responde a uma questão importante: Foram os evangélicos que elegeram Bolsonaro? A resposta é mais complexa do que parece. Também complexo é o balanço da campanha do PSOL, que teve um baixo resultado na candidatura presidencial mas duplicou a sua bancada de deputados federais: PSOL faz balanço positivo da sua campanha. O futuro parece sombrio, mas ninguém baixa os braços. Diante das ameaças diretas contra as lideranças dos movimentos sociais e em especial contra o líder do MTST, a resposta só pode ser: Mexeu com Guilherme Boulos, mexeu com todos nós. Ninguém tem ilusões em relação ao que nos espera, até porque o ministério de Bolsonaro é um show de horrores.

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Resto dossier

Jair Bolsonaro. Foto de Marcelo Camargo - Agência Brasil

O Brasil depois da eleição de Bolsonaro

A menos de um mês da posse do ultradireitista Jair Bolsonaro na Presidência da República do Brasil, oferecemos neste dossier do Esquerda.net um painel que procura refletir o que se diz na esquerda brasileira sobre o resultado até certo ponto inesperado das eleições presidenciais. Dossier organizado por Luis Leiria.

Fernando Haddad. Foto Wilson Dias - Agência Brasil

Em entrevista, Haddad destaca que militará na resistência democrática

Candidato do PT à presidência nas eleições de 2018, Haddad reafirmou que seguirá na luta em defesa dos direitos sociais e civis.

Guilherme Boulos em entrevista à rádio CBN durante a campanha. Foto de Mídia Ninja

Guilherme Boulos: Saímos das eleições com sensação de missão cumprida

O coordenador do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) e candidato à Presidência da República pelo Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) afirma que ele e a sua vice, Sônia Guajajara, saíram do processo eleitoral com mais dignidade do que entraram. Por Leonardo Fernandes e Nina Fideles, Brasil de Fato

Jair Bolsonaro, Dias Toffoli, presidente do Supremo Tribunal Federal e Michel Temer, ainda Presidente da República, em sessão no Congresso do Brasil - novembro de 2018

Derrota da democracia no Brasil

Como entender a vitória de um homem que, em seu discurso de campanha em São Paulo, via internet, proclamou em alto e bom som que, se eleito, seus opositores deveriam sair do país ou iriam para a prisão? Por Frei Betto

Cartaz de manifestação pró-Bolsonaro. Foto de Editorial J

Perigo de “inverno siberiano” foi subestimado

Um governo de extrema direita com elementos neofascistas tomará posse em janeiro. Bolsonaro já disse ao que veio. Já declarou que pretende ilegalizar o MST e o MTST. Advertiu as direções do PT e Psol e, pelo nome, avisou que o primeiro alvo será Guilherme Boulos. Merece ser levado a sério. Por Valério Arcary.

Autoritário, ultraliberal e sob tutela militar, governo Bolsonaro viverá turbulências

O governo de Jair Bolsonaro tem uma força inicial importante. Será o sucesso ou fracasso das suas iniciativas no terreno da política económica e social que determinará a sua força definitiva, defende o cientista político José Correa Leite nesta entrevista ao Correio da Cidadania, conduzida por Gabriel Brito.

Ruy Fausto. Foto de Renato Parada/Divulgação

'Burocracia do PT vive do mito Lula. Se houver sucessor, ela morre'

Para o filósofo Ruy Fausto, a tentativa de candidatar Lula foi um erro do PT, porque ele era o símbolo da continuidade, uma bandeira perigosa. “O mote “Haddad = Lula” foi uma faca de dois gumes, um verdadeiro bumerangue, que levou votos a Haddad por parte dos admiradores de Lula, mas tirou os de todos aqueles que o rejeitavam”. Por Marina Gama Cubas, Carta Capital.

Vladimir Safatle

Da arte de desaparecer

Regressão que o Brasil vive é segundo capítulo de história iniciada na ditadura. Por Vladimir Safatle.

Bolsonaro dialogou com várias lideranças do seguimento evangélico desde que deu início à sua campanha há alguns anos atrás.

Foram os evangélicos que elegeram Bolsonaro?

Afirmar que a responsabilidade da vitória de Bolsonaro foi dos evangélicos pode ser cómodo e até mesmo prático, mas está longe de ser útil enquanto análise social. Por Alexandre Brasil Fonseca, sociólogo, professor associado da UFRJ.

Guilherme Boulos num comício de campanha. Foto Mídia Ninja

PSOL faz balanço positivo da sua campanha

Apesar da baixa votação presidencial, partido conseguiu duplicar a sua bancada de deputados. Guilherme Boulos e Sônia Guajajara espalharam otimismo entre aqueles que apostam no surgimento de uma nova esquerda no Brasil.

Na primeira entrevista que deu ao Jornal Nacional, após as eleições, atacou o líder do MTST e a “cúpula do PT e do PSOL”. Foto: Mídia Ninja

Mexeu com Guilherme Boulos, mexeu com todos nós

A tentativa de criminalizar PSOL, MTST e MST, assim como os ataques contra universidades e professores, tentam minar a construção da resistência popula. A defesa de Boulos deve ser um compromisso de todo o campo democrático (no Brasil e em todo o mundo) e uma pauta permanente nas nossas bandeiras e ações. Por Esquerda online.

Boulos: O ministério de Bolsonaro é um show de horrores

O candidato que prometia "mudar tudo o que está aí" cede às barganhas fisiológicas dos partidos e entrega nacos do Estado a interesses corporativos. Artigo de Guilherme Boulos, dirigente do MTST e ex-candidato presidencial.