Indústria 4.0 e Sindicatos

Falarmos da Indústria 4.0, é falar de alterações de produção, de Robots, PLC, e todo o tipo de atuais e futuros autómatos… Qual vai ser a resposta dos sindicatos face a esta revolução? Artigo de António Chora, que participará no Debate “A revolução tecnológica atual e as suas implicações sociais”, com Paulo Marques Alves, no Fórum Socialismo 2017.

23 de agosto 2017 - 23:09
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Robôs industriais em Guangdong, China
Robôs industriais em Guangdong, China

Falarmos da Indústria 4.0, é falar de alterações de produção, de Robots, PLC, e todo o tipo de atuais e futuros autómatos, da internet cada vez mais rápida e segura que irão interagir entre si proporcionando maior flexibilidade e otimização de produtos, uma menor produção de resíduos, maior capacidade de resposta a pequenas e diversificadas encomendas, levando a uma mudança na relação entre criadores, fornecedores, produtores e clientes intermédios ou finais, o que leva claramente a uma alteração nas relações entre trabalhadores e máquinas, a condições de trabalho que têm tendência a ser mais ergonómicas, e tecnologicamente mais exigentes.

Isto criará dificuldades ao mundo sindical devendo por isto os sindicalistas nacionais tudo fazerem para não chegarem atrasados a esta nova Revolução, seguindo e estudando os exemplos encorajadores que chegam da Europa onde já há alguns anos os sindicatos alemães, e mais recentemente os espanhóis, produzem trabalhos, estudos rigorosos e apelos para evitar o risco da falta de ação ou reação atrasada do sindicalismo ao novo mundo laboral que se advinha.

A nível nacional, sobre esta matéria, o pouco que se conhece dos sindicatos, é mais ideológico que cientifico, é mais a negação do conceito e das suas implicações sobre o mundo do trabalho, que estudos de impacto sobre o mesmo.

A questão que se coloca pois em Portugal, é qual vai ser a resposta dos sindicatos, se seguem o caminho que principalmente alemães e espanhóis estão a seguir, numa atitude particularmente positiva e proponente, ou se mantêm a atitude, até hoje conhecida e histórica, de se manterem como organizações especialmente vocacionadas para não abrir os braços à inovação.

Artigo de António Chora, que participará no Debate “A revolução tecnológica atual e as suas implicações sociais”, com Paulo Marques Alves, no Fórum Socialismo 2017. O debate será sábado 26 de agosto, às 14.30h na Sala 2.

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