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Google e Facebook - a privatização da privacidade

O período de consentimento e participação na maior operação de invasão da privacidade alguma vez operada na história da humanidade parece ter sofrido o seu primeiro momento de crise. Dossier organizado por Tiago Ivo Cruz.
Ghost in the Shell, de Mamoru Oshii.
Ghost in the Shell, de Mamoru Oshii.

O período de consentimento e participação na maior operação de invasão da privacidade alguma vez operada na história da humanidade parece ter sofrido o seu primeiro momento de crise. Donald Trump e a Cambridge Analytica foram eleitos como os maus da fita, mas não será o próprio sistema de privatização da privacidade o verdadeiro desafio à liberdade? 

Neste dossiê, Branko Marcetic, da revista Jacobinmag.com, explora as contradições do discurso crítico liberal sobre a utilização indevida de informação pessoal pela Cambridge Analytica, e relembra que "nem sequer precisaram de piratear o Facebook" para conseguirem os dados que precisavam, uma vez que era e continua a ser prática corrente. 

Sabe exatamente quanta informação reuniu o Facebook e a Google sobre si? Vai ficar assustado. Através da estória de Dylan Curran, um web designer que investigou os dados que a Google e Facebook tinham reunido sobre ele, construímos um guia para que possam controlar melhor a informação que estas empresas reúnem e vendem sobre si. 

Mark Zuckerberg assumiu que errou na gestão da Cambridge Analytica, mas Sam Biddle, no The Intercept, expõe as mentiras de Mark Zuckerberg ao tentar esconder a política da empresa em que promovia a venda de dados privados. 

Na sua crónica semanal do Falam, Falam, mas não fazem nada, Moisés Ferreira argumenta que "os nossos dados podem ser roubados, analisados e tratados por empresas, de forma a manipular a nossa opinião e condicionar o nosso sentido de voto e a nossa escolha em futuras eleições". 

Michael Wade explica neste artigo exatamente o que são os psicográficos utilizados pela Cambridge Analytica - e por milhares de empresas, a começar pela própria Google e Facebook - para influenciar o nosso comportamento e escolhas políticas. 

Bruce Shapiro aponta que o escândalo do Facebook/Cambridge Analytica mostra que chegou a hora das plataformas de comunicação serem reconhecidas como bens essenciais para a sociedade moderna, e propõe: Não apaguem o Facebook, regulem-no.

Por fim, Tim Berners-Lee alerta neste artigo de 2017 para a perda de controlo dos dados pessoais que acabam por se virar contra os utilizadores através de campanhas personalizadas de desinformação.

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Resto dossier

Ghost in the Shell, de Mamoru Oshii.

Google e Facebook - a privatização da privacidade

O período de consentimento e participação na maior operação de invasão da privacidade alguma vez operada na história da humanidade parece ter sofrido o seu primeiro momento de crise. Dossier organizado por Tiago Ivo Cruz. 

Mark Zuckerberg ao lado do número de utilizadores do Facebook, Instagram, WhatsApp, Messenger, e Groups, em Março de 2015. Foto de Maurizio Pesce / Wikimedia.

Nem sequer precisaram de piratear o Facebook

“A Cambridge Analytica pirateou a nossa informação online para ajudar à eleição de Donald Trump. É um escândalo, mas não é nada de novo”. Artigo de Branko Marcetic publicado em Jacobinmag.com.

O Arquiteto, em Matrix Reloaded.

Exatamente quanta informação reuniu o Facebook e a Google sobre si? Vai ficar assustado.

Que a Google e o Facebook reúnem informação privada já não surpreende ninguém, mas o volume de informação reunida apenas por estas duas multinacionais está a surpreender mesmo os profissionais da área. Aqui fica um guia para tentar controlar a sua informação privada.

Mark Zuckerberg, fundador do Facebook. Fotografia da sua página oficial no Facebook.

Zuckerberg admite erro do Facebook

Após dias de silêncio, o fundador do Facebook veio referir-se ao escândalo com a empresa Cambridge Analytica, reconhecendo que a empresa cometeu erros e que tem a obrigação de garantir a segurança dos dados dos utilizadores.

Mark Zuckerberg, presidente e fundador do Facebook, fala durante o lançamento de produto Oculus Connect 4 em San Jose, California, numa quarta-feira, 11 de outubro de 2017.

Facebook ocultou páginas onde promovia a sua capacidade de influenciar eleições

Até recentemente, "havia uma secção inteira do site dedicada a divulgar as “histórias de sucesso” de campanhas políticas que usaram a rede social para influenciar resultados eleitorais" no Facebook. Um artigo de Sam Biddle publicado no The Intercept.

O Facebook e a manipulação das nossas opiniões

Os nossos dados podem ser roubados, analisados e tratados por empresas, de forma a manipular a nossa opinião e condicionar o nosso sentido de voto e a nossa escolha em futuras eleições

Crónica de Moisés Ferreira

Fotografia: GarryKillian/Shutterstock

Psicográficos: a análise comportamental que ajudou a Cambridge Analytica a conhecer as mentes dos eleitores

A Cambridge Analytica foi contratada para a campanha de Trump e forneceu uma nova arma para a máquina eleitoral. Enquanto usava segmentos demográficos para identificar grupos de eleitores, tal como na campanha de Clinton, a Cambridge Analytica também segmentou através de psicográficos. Por Michael Wade.

Não apaguem o Facebook, regulem-no

O escândalo do Facebook/Cambridge Analytica mostra que chegou a hora das plataformas de comunicação serem reconhecidas como bens essenciais para a sociedade moderna. Artigo de Bruce Shapiro.

Foto Belinda Lawley/Southbank Centre/Flickr

Eu inventei a web. Aqui estão três coisas a mudar para a salvarmos

Neste artigo, Tim Berners-Lee alerta para a perda de controlo dos dados pessoais que acabam por se virar contra os utilizadores através de campanhas personalizadas de desinformação.