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G20: O que é

O G20 é um fórum económico criado em 1999, que junta os ministros das finanças e governadores de bancos centrais de 19 países mais a União Europeia. A iniciativa da sua criação pertenceu ao G8, o grupo dos 8 países mais ricos do mundo, após as sucessivas crises financeiras dos anos 90.
Em Novembro de 2008, pela primeira vez, realizou-se em Washington uma cimeira do G20 juntando os presidentes ou primeiros-ministros do grupo. Em 2 de Abril de 2009, em Londres, realizar-se-á a segunda cimeira.

As economias do G20, no seu conjunto, representam cerca de 85% da produção mundial, 80% do comércio mundial e dois terços da população mundial.

Do G8 ao G20

Em 1975, os chefes de Estado e de governo dos 6 países mais ricos do planeta (Estados Unidos, Alemanha, Japão, França, Grã-Bretanha, Itália) encontraram-se pela primeira vez numa cimeira para "num ambiente descontraído" falarem dos "assuntos mundiais", como disse Valérie Giscard d'Estaing, então Presidente da República de França, no convite para o encontro. Vivia-se então um tempo de crise económica a nível mundial e nasceu desta forma, o que no ano seguinte se tornou o G7 (integrando também o Canadá) e em 1998 o G8, com a entrada da Rússia.

Desde 1975, em cada ano os presidentes e chefes de governo dos 7 (e depois 8) países mais ricos do mundo encontram-se numa cimeira anual para continuarem a "tratar dos assuntos mundiais". Desde o início, este grupo dos países mais ricos procurou impulsionar a globalização capitalista, nomeadamente a desregulamentação financeira.

O G8 não criou qualquer administração ou estrutura própria. Em cada ano um dos países preside ao grupo e recebe numa cimeira de dois ou três dias os chefes de Estado ou de governo do grupo. A presidência é rotativa, as cimeiras são preparadas previamente por reuniões de ministros do grupo, coordenadas pelo país que preside.

Criação do G20

No final dos anos 90, perante as sucessivas crises financeiras, foram tomadas iniciativas procurando lançar encontros dos países económica e financeiramente mais importantes do planeta, a um nível mais alargado do que o G8. Primeiro foi constituído um G33, depois um G22 e finalmente o G8, na sua cimeira de Junho de 1999, realizada em Colónia na Alemanha, decidiu lançar o G20 que viria a ser formalmente convocado pela reunião dos ministros das finanças do G8. A sua primeira reunião teve lugar em Berlim em 15 e 16 de Dezembro de 1999.

O G20 (formalmente designado como "grupo dos 20 ministros das finanças e governadores dos bancos centrais") junta, como o nome indica, os ministros das finanças e governadores dos bancos centrais dos 20 (19 dos mais importantes países do mundo, de um ponto de vista económico e financeiro, mais a União Europeia).

Os países que fazem parte do G20 são: Alemanha, África do Sul, Arábia Saudita, Argentina, Austrália, Brasil, Canadá, China, Coreia do Sul, Estados Unidos, França, Índia, Indonésia, Itália, Japão, México, Reino Unido, Rússia e Turquia.

A União Europeia é representada pelos presidentes do Conselho Europeu e do Banco Central Europeu.

No G20 participam ainda representantes do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional (FMI): o presidente do Banco Mundial, o director geral do FMI, o director do Comité de desenvolvimento do FMI e do Banco Mundial e o director do Comité Monetário e financeiro internacional do FMI.

No G20 também não foi criada uma administração própria, funcionando à semelhança do G8 com uma presidência anual rotativa. Para a coordenação anual, é constituída uma troika composta pelos representantes do país que preside, mais os da presidência anterior e da presidência seguinte.

A representatividade do G20 é largamente contestada. Em primeiro lugar, porque há vastas áreas do planeta que não estão lá representadas, nomeadamente a África (ver no mapa as zonas cinzentas). Além disso, há diversos países que não estão incluídos, apesar de estarem entre os 20 economicamente mais importantes, como é o caso da Espanha.

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Resto dossier

Cimeira do G20

No 2 de Abril de 2009 encontraram-se em Londres os chefes de Estado e do governo do G20. A cimeira debateu a crise global. No Sábado, 28 de Março,realizou-se em Londres uma grande marcha, convocada por sindicatos, ONG's e movimentos sociais, sob o lema: "Ponham as pessoas em primeiro lugar".

Do fim dos paraísos fiscais às taxas globais (relatório de Attac de França)

Um relatório da organização Attac de França, de que apresentamos aqui um resumo, aponta duas medidas urgentes a tomar para enfrentar a crise global: a supressão dos paraísos fiscais e a criação de taxas globais.

Acções perante a cimeira do G20: As pessoas em primeiro lugar

Para os próximos dias, nomeadamente entre 28 de Março e até 2 de Abril, quando tem lugar a cimeira do G20, estão convocadas dezenas de acções para exigir ao G20 mudanças sociais, económicas e ambientais.
A mais importante parece ser a Marcha pelo emprego, pela justiça e pelo clima convocada para Londres para Sábado, 28 de Março.

G20: O que é

O G20 é um fórum económico criado em 1999, que junta os ministros das finanças e governadores de bancos centrais de 19 países mais a União Europeia. A iniciativa da sua criação pertenceu ao G8, o grupo dos 8 países mais ricos do mundo, após as sucessivas crises financeiras dos anos 90.
Em Novembro de 2008, pela primeira vez, realizou-se em Washington uma cimeira do G20 juntando os presidentes ou primeiros-ministros do grupo. Em 2 de Abril de 2009, em Londres, realizar-se-á a segunda cimeira.

O capitalismo que pague - as pessoas em primeiro lugar

Com milhões de empregos e lares sob ameaça, e o planeta à beira de uma catástrofe ambiental, não podia ser mais clara a necessidade urgente de uma acção global sobre a economia. Mas as discussões da cimeira dos líderes do G20 em Londres não vão dar soluções.

Sindicatos ao G20: meias-medidas não resolvem a combalida economia global

Numa pressão internacional sobre os governos do G20 para tirarem a economia global da recessão e empreenderem um novo curso para a criação de empregos, a regulação financeira e a governança global, os sindicatos de todo mundo estão a apresentar um conjunto comum de reivindicações aos seus governos nacionais. O plano sindical de cinco pontos, que inclui propostas políticas detalhadas, inclui as acções necessárias para combater a crise e construir uma economia mundial mais sustentável e justa para o futuro.

Por trás do G20 está sempre o G8!

O G20 vai reunir a 2 de Abril em Londres para discutir o nosso futuro e o do mundo. Poderá o G20 salvar o planeta dos efeitos da crise? Isto não está verdadeiramente na sua ordem de trabalhos. Não se espera que ele se ocupe, por exemplo, com a redistribuição da riqueza, com as taxas sobre as transacções financeiras e com as ecotaxas sobre o CO2, com as normas sociais. Vai sobretudo discutir a crise financeira, um pouco da crise económica e provavelmente da crise monetária. Vai endossar as questões comerciais à OMC e as questões ambientais à reunião de Copenhaga.

Apelo internacional

A partir de debates nos seminários do Fórum Social Mundial 2009, um conjunto de associações aprovou o apelo internacional: "Por um novo sistema económico e social: Coloquemos as finanças no seu devido lugar!".
Nele as organizações apelam a associações, sindicatos e movimentos sociais para que criem uma rede cidadã a favor de um novo sistema e a multiplicar as mobilizações em todo o mundo perante o G20, a partir de 28 de Março de 2009.