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Esquerda Europeia condena guerra do Iraque e reclama justiça para as vítimas

Esta quarta feira, o Partido da Esquerda Europeia emitiu um comunicado no qual condena a “guerra ilegal de agressão contra o Iraque” e reclama justiça para as suas vítimas. A invasão do Iraque teve início a 20 de março de 2003, há exatamente 10 anos.

Em comunicado, o Partido da Esquerda Europeia (PEE) condena a “guerra ilegal de agressão contra o Iraque” iniciada pelo governo dos Estados Unidos da América há dez anos atrás, apesar dos protestos que tiveram lugar em todo o mundo e que reuniram milhões de pessoas contra os “planos criminosos” dos agressores.

Esta agressão foi, segundo adianta o Partido da Esquerda Europeia, “o ponto de culminação de uma longa guerra, que destruiu sistematicamente o sustento de 22 milhões de pessoas mediante um cerco bárbaro e uma bombardeamento contínuo”.

“Dez anos de um regime criminoso de sanções aplicadas antes da guerra levaram à morte de mais de um milhão de pessoas, na sua maioria crianças. A guerra em si causou a morte de 150 mil pessoas”, lembra o documento.

No comunicado, o PEE afirma-se “indignado pelo facto de os políticos responsáveis por estes crimes, por exemplo George Bush e Tony Blair, não terem respondido pelas suas ações”, sendo que “está provado, sem qualquer sombra de dúvida, que o exército dos EUA cometeu incontáveis crimes de guerra”.

“Recordamo-nos bem que esta guerra, como muitas outras antes de 2003, foi preparada com base em mentiras e desinformação. A mais proeminente foi a alegada existência de armas de destruição massiva no Iraque”, frisa ainda o PEE, lembrando que a fonte dessa “informação manipulada” foram os serviços secretos alemães.

A Esquerda Europeia condena a guerra e reclama “justiça para as suas vítimas”, defendendo que os líderes dos países que apoiaram a coligação militar devem responder perante o Tribunal Criminal Internacional e ser julgados pela sua guerra de agressão e pelos crimes contra a humanidade que foram cometidos.

 

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Resto dossier

Dez anos de guerra no Iraque

Dez anos depois da invasão, o país devastado e dividido está à beira de nova guerra. Este dossier do Esquerda.net passa em revista a situação atual, mas relembra também o passado. À luz do que sabemos hoje, fica mais evidente como eram grotescos os escritos dos propagandistas portugueses de George W. Bush. E como a guerra foi justificada por uma mentira. Dossier organizado por Mariana Carneiro e Luis Leiria.

Cronologia da guerra no Iraque

Neste artigo, o esquerda.net apresenta uma cronologia com algumas das datas mais marcantes da guerra no Iraque entre janeiro de 2002 e março de 2013.

No princípio, era a mentira

A existência de armas de destruição maciça na posse de Saddam foi a grande justificativa para a invasão. Só que elas nunca foram encontradas, porque nunca existiram. Primeiro capítulo do livro “A Globalização Armada – As aventuras de George W. Bush na Babilónia”, de Francisco Louçã e Jorge Costa, edições Afrontamento, 2004.

Iraque: Os senhores da guerra, dez anos depois

Onde estão hoje e o que fazem os protagonistas da Cimeira dos Açores – George W. Bush, Tony Blair, José Maria Aznar e Durão Barroso – que deram luz verde à invasão?

Iraque: Dez anos de guerra provocaram mais de 112.000 mortos

Desde 20 de março de 2003, quando os EUA invadiram o Iraque, já morreram mais de 112.000 civis. Neste domingo, uma explosão matou 10 pessoas na cidade de Bassorá - o atentado já foi reivindicado pela Al-Qaeda. Em entrevista, que aqui divulgamos, Maggie O'Kane fala sobre o documentário do “Guardian”, que expõe a ação dos EUA no conflito sectário no Iraque.

Iraque à beira de outra guerra 10 anos depois

Não há acordo político, nem diálogo, nem confiança entre as diferentes comunidades. Os sunitas do Iraque queixam-se que só são maioria nas prisões. Novo conflito armado é iminente. Por Karlos Zurutuza, para a IPS.

Tariq Ali: Guerra é guerra, independentemente de quem a conduz

Intervenção de Tariq Ali na conferência organizada pelo movimento Stop the War, dez anos depois da grande manifestação antiguerra que procurou impedir a invasão ao Iraque.

As 10 empresas que mais lucraram com a guerra

Halliburton tornou-se sinónimo de lucro de guerra, mas há muitos outros com a "mão na massa". Nomeamos 10 dos piores. A história dos lucros de guerra americanos está cheia de egrégios exemplos de incompetência, fraude, evasão fiscal, desfalque, suborno e práticas irregulares. Tal como o historiador da guerra Stuart Brandes sugeriu, cada nova guerra está infectada com novas formas de obter lucros com a guerra. O Iraque não é uma excepção. Artigo de Charlie Cray* publicado, em 2006, em Alternet, cartoon de Jeff Danziger.

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Guerra no Século XXI ou a privatização da guerra

Em entrevista ao jornal argentino Página 12, em 2009, Dario Azzelini, pesquisador italiano das novas guerras, defende que "a guerra não é mais feita para instalar outro modelo económico; ela é o modelo". Autor do livro "O Negócio da Guerra", Azzelini mostra como é cada vez mais importante a intervenção de Companhias Militares Privadas em todo o mundo. Por Natália Aruguete e Walter Isaía, do Página 12.

Bagdade Hoje

Não se vê a nova elite rica a passear pelas ruas ou mesmo nos restaurantes. Podemos, no entanto vê-los passar com grande alarido em escoltas fortemente armadas, tal como muitos duques medievais e seus acompanhantes passavam com desprezo ao lado do campesinato. Artigo de Patrick Cockburn.

Uma década depois da invasão: “Iraque à beira do abismo”

A 17 de fevereiro de 2013, atentados bombistas em Bagdade provocaram pelo menos 28 mortos e mais de 124 feridos. Neste artigo, Ramzy Baroud explica porque “A violência sectária no Iraque, que já provocou dezenas de milhares de mortos, está de volta”.