Começamos com uma cronologia das principais datas que marcaram o evoluir da crise. Em seguida, no artigo Falácias sobre salários e competitividade em Espanha, Vicenç Navarro sustenta que é errado dizer que a redução dos salários é uma medida para sair da crise, pois a realidade mostra o contrário. A professora Miren Etxezarreta critica a visão que diz que o Estado Espanhol sofre uma crise crónica de endividamento da qual só se sairá com austeridade e enfatiza que “O problema não é da sociedade, mas dos bancos.” Por sua vez, Yves Julien eJérome Duval questionam: Quantas vezes teremos de pagar uma dívida que não é nossa? e Yves Julien mostra detalhadamente como os mercados controlam o orçamento do Estado. Descrevemos depois as principais medidas da Reforma laboral que põe em prática “despedimento livre e gratuito", e Juan Torres López mostra como as mulheres suportam a parte pior dos cortes de Rajoy. Carlos Huerga explica O que são as Plataformas de Afetados pela Hipoteca? E Aurelio Jimenez pergunta-se: Porque não explode o país com 5.273.600 desempregados?
Crise e austeridade em Espanha
Com a convocatória de uma greve geral para o próximo dia 29, a classe trabalhadora do Estado espanhol reage às medidas de austeridade adotadas num país já devastado pela recessão e pelo desemprego recorde. Diante dessa situação, o governo conservador de Mariano Rajoy não encontrou nada de melhor para fazer do que liberalizar os despedimentos. Mas quais foram as origens e as razões desta crise? Dossier coordenado por Luis Leiria.
07 de março 2012 - 14:46
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A tendência nos últimos anos não foi aumentar o investimento produtivo, mas sim incrementar o investimento financeiro especulativo. Foto de Gaiux