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1968 – 50 anos depois

O ano de 1968 ficou marcado pela revolta de Maio em França. No entanto, 1968 foi muito mais do que o Maio em França. Foi um movimento de revolta e mudança que marcou o mundo e que, 50 anos depois, continua presente e marcante. Dossier organizado por Carlos Santos
“Dizer Não É Pensar” - frase de Alain, Émile-Auguste Chartier (1868-1951), tornou-se simbólica em 1968
“Dizer Não É Pensar” - frase de Alain, Émile-Auguste Chartier (1868-1951), tornou-se simbólica em 1968

O ano de 1968 ficou marcado pela revolta de Maio em França. Uma revolta de jovens em que convergiram aspirações de mudança e que acabou por juntar estudantes e trabalhadores, transformando-se na maior greve até hoje realizada em França. Nesse contexto, paralisaram cerca de dez milhões de trabalhadores.

No entanto, 1968 foi muito mais do que o Maio em França. Foi um movimento de revolta e mudança que marcou o mundo e que, 50 anos depois, continua presente e marcante. Começou no Vietname e na luta de um povo que enfrentou uma brutal ocupação e acabou por derrotar o mais poderoso país e exército do mundo.

Em 1968, um movimento de mudança percorreu o mundo e incluiu também manifestações e revoltas noutros países da Europa, nos Estados Unidos e noutros continentes. O México constituiu o único caso em que 1968 terminou com uma brutal matança a 2 de outubro.

1968 foi ainda um intenso movimento artístico e cultural, abrindo caminhos à transformação social, que ainda hoje estão por percorrer.

Os artigos aqui agrupados são alguns dos mais significativos publicados no esquerda.net, ao longo deste ano, estão em pdf e foram impressos em papel.

Neste dossier, juntámos os artigos:

1968 começou no Vietname, de Pierre Rousset

Um intenso fervor artístico e cultural carateriza a explosão do Maio de 68, de Gustave Massiah

Maio de 68: algumas “palavras de desordem”, de José Soeiro

Maio 68: De Cannes a Paris, o mês que sacudiu o mundo, de Francisco Louçã

O outro aspeto do Maio de 68: a greve geral com ocupação dos locais de trabalho, testemunho de José Mário Branco

A noite das barricadas há 50 anos em Paris, de Carlos Santos

Maio 68: À bientôt, J’espere, de Mário Tomé

Noam Chomsky sobre 1968

O Maio de 68 e o movimento antiguerra: de Londres a Berlim, de Tariq Ali

O 68 mexicano, 50 anos depois, de Manuel Aguilar Mora

No dossier que aqui publicamos acrescentámos ainda o testemunho de Joana Lopes: "É injusto dizer que o Maio de 68 só chegou em 69 a Portugal".

O dossier 1968 não fica fechado, vão continuar a publicar-se importantes artigos e análises sobre o ano e o período e, naturalmente, o esquerda.net continuará a divulgá-los.

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PDF icon Dossier 1968 - 50 anos depois1.46 MB
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Resto dossier

“Dizer Não É Pensar” - frase de Alain, Émile-Auguste Chartier (1868-1951), tornou-se simbólica em 1968

1968 – 50 anos depois

O ano de 1968 ficou marcado pela revolta de Maio em França. No entanto, 1968 foi muito mais do que o Maio francês. Foi um movimento de revolta e mudança que marcou o mundo e que, 50 anos depois, continua presente e marcante. Dossier organizado por Carlos Santos

Imagem simbólica da ofensiva do Tet em 1968

1968 começou no Vietname

Em fevereiro de 1968, as forças de libertação lançaram no Vietname do Sul a ofensiva do Tet, que representou uma viragem na guerra e no crescimento da resistência e marcou o ascenso da luta de libertação até à vitória. Por Pierre Rousset.

Grafitti “Jouissons sans entraves” (“Desfrutemos sem restrições”), Maio de 68 - O slogan pode ser interpretado à letra como o exagero do egocentrismo. Pode também evocar a possibilidade de se satisfazer doutra maneira que não pelo constrangimento ou pelo poder

Um intenso fervor artístico e cultural carateriza a explosão do Maio de 68

O Maio de 68 fez convergir duas abordagens geralmente divergentes. Este texto é a quarta e última parte do artigo “Maio de 68 no mundo”, de Gustave Massiah, publicado em Contretemps.

Maio de 68: algumas “palavras de desordem”

Onde maio é emancipação é porque foi esse lugar do encontro improvável entre mundos sociais distantes e condenados a não se cruzarem.

Conferência de imprensa com os realizadores Claude Lelouch, Jean-Luc Godard, François Truffaut, Louis Malle, Roman Polanski - festival de Cannes, 1968

Maio 68: De Cannes a Paris, o mês que sacudiu o mundo

Se há uma herança de Maio, que é a dos movimentos sociais que então se expressaram, é a luta contra o sexismo, ou contra o racismo, ou pelos direitos civis, ou pelo ensino público, ou pelos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras na empresa, que definiram o mínimo de que parte a vida democrática. Por Francisco Louçã

A ocupação da fábrica LIP em Besançon durou anos - Imagem lesutopiques.org

O outro aspeto do Maio de 68: a greve geral com ocupação dos locais de trabalho

“No princípio de junho [de 68], havia sete milhões de trabalhadores em greve, na França toda. Não havia gasolina, não havia restaurantes abertos” destaca José Mário Branco ao esquerda.net, no seu testemunho sobre o Maio de 68. Entrevista de Carlos Santos

Em poucas horas num espaço curto em Paris, foram erguidas 60 barricadas, sem qualquer plano prévio ou estratégia coerente, 10 de maio de 1968

A noite das barricadas há 50 anos em Paris

Na noite de 10 de maio de 1968, em poucas horas num espaço curto em Paris, foram erguidas 60 barricadas, sem qualquer plano prévio ou estratégia coerente. Na manhã de 11, após a brutal repressão policial, os estudantes apelam à greve geral a partir de 13 de maio. Por Carlos Santos.

"Iremos até ao fim" Cartaz de Maio 68

Maio 68: À bientôt, J’espere

Em artigo publicado em 2008 na revista “A Comuna”, Mário Tomé salienta que em 1968 o “ambiente internacional era de crise do sistema” e afirma que “a revolução de Maio de 68 foi a primeira de âmbito global”.

Marcha contra a guerra do Vietname, Nova York, 27 de abril de 1968

Noam Chomsky sobre 1968

Uma das reações mais interessantes a emergir de 1968 surgiu na primeira publicação da Comissão Trilateral que entendia que se estava perante uma “crise da democracia” por haver demasiada participação das massas. Artigo publicado em “New Statesman”, a 8 de maio de 2008

Berlim Ocidental era a capital da guerra fria. Alguns anos antes, a realização nesta cidade de um Congresso pelo Vietname seria impensável

O Maio de 68 e o movimento antiguerra: de Londres a Berlim

Este artigo é um extrato do livro de Tariq Ali (Street Fighting Years), onde este conta os acontecimentos decorridos em Berlim durante o Congresso sobre a guerra do Vietname, organizado pela SDS, Liga estudantil socialista alemã.

“Muito do que acontece hoje tem as suas raízes nas alegres e audazes jornadas das massas juvenis que percorreram as ruas da capital do México e de outras cidades do país”

O 68 mexicano, 50 anos depois

O 68 mexicano, em especial a sua sangrenta tragédia final em Tlatelolco a 2 de outubro, foi o último grande marco na série de acontecimentos que abalaram o mundo nesse ano. Por Manuel Aguilar Mora.

"É injusto dizer que o Maio de 68 só chegou em 69 a Portugal"

Bruno Góis entrevistou Joana Lopes no Socialismo 2018 sobre os 50 anos do Maio de 68, e o impacto que o mesmo teve em Portugal.