Num só dia, dois casos bem diferentes: o sofrimento como espetáculo (Loureiro, Oliveira de Azeméis) e a solidariedade com bombeiros que recusaram a realização de uma tourada (Pedrouços, Maia).
Os homens que 'lavram' o mar estão habituados a lidar com o infortúnio. Isso é uma coisa. Outra coisa é o aproveitamento dum naufrágio para parangonas sobre um 'milagre' ou para enaltecimento dum autarca.
Um grande desafio é trazer o precariado para o campo da luta política, para o campo onde as solidariedades se podem forjar, onde se testam as forças e as resistências e onde se forja a consciência política.
O impensável há alguns, poucos, anos começa agora a concretizar-se. Do Reino Unido chegam notícias de projectos para fecho massivo de bibliotecas públicas, o que está a gerar um grande movimento de contestação.