Miguel Guedes

Miguel Guedes

Músico e jurista. Escreve com a grafia anterior ao acordo ortográfico de 1990.

É mesmo um assalto de carácter zurzir em atletas por não conseguirem medalhas. Como se não tivessem sido capazes, na esmagadora maioria dos casos, de dar o que já é imenso.

Passos afirma não querer ser conivente com os erros dos outros mas é quase definitivo que continua a confundir oposição com desejo de sobrevivência.

Sem parar para ver, assistimos imóveis às três realidades típicas de verão. E com tamanha repetição são já mais pleonasmos do que metáforas: fogos, derrocadas e portas giratórias.

A robustez e inteligência táctica da geringonça está a transformar-se numa tragédia para a Direita portuguesa.

A última tentativa de golpe de Estado na Turquia foi servida como a febre de sexta-feira à noite com mais sangue derramado do que em "Pulp Ficton" ou qualquer outro filme que Travolta possa protagonizar ou Tarantino dirigir.

Pretendia limitar-me ao cherne mas sinto-me perto do Éden. Portugal confunde-nos os nomes e as prioridades, sendo que há quem troque as cores de Portugal pela lixeira onde se movem os seus interesses particulares.

A falsa ideia de que só se sujeita à praxe aquele que a admite, assenta no mesmo raciocínio que faz depender a punição para o crime do testemunho da vítima de violência.

Não era preciso ser adivinho para prever o Brexit. O apocalipse alimenta-se e o martírio já fez um mártir: o Reino Unido decidiu sair e pode deixar descendência caso este projecto europeu germânico não ganhe vergonha.

Hoje poderemos estar a viver politicamente o último dia do Reino Unido na União Europeia (UE).

Quando quatro ou mais pessoas são alvejadas num mesmo acto (não incluindo o atirador) a estatística entra em acção e permite-nos aterrar na mais aterradora das conclusões: nos EUA, só no fim de semana passado, contaram-se seis casos.