Miguel Guedes

Miguel Guedes

Músico e jurista. Escreve com a grafia anterior ao acordo ortográfico de 1990.

Uma síntese do que se escreveu quando já nada mais há a dizer. Morrer não é só uma fatalidade quando morrer é quase uma obrigação. É dignidade pelo livre arbítrio e pela escolha individual, o fim de um sofrimento atroz.

Nada como um debate orçamental para se fazer luz sobre a nova geografia da Assembleia da República.

O caso prático da teoria das válvulas de escape sofreu um rude golpe no 28.º Congresso do CDS. Ei-los, mais jovens e mais conservadores do que nunca, liderados por Francisco Rodrigues dos Santos, eleito presidente.

Há um novo desporto em Portugal que, sendo praticado por boa parte das elites do poder financeiro português, corre o risco de se transformar em competição olímpica.

Há povos que se apresentam no Primeiro Mundo com uma latente incapacidade para resolver puzzles geográficos.

Espanta-me a facilidade com que algumas pessoas ainda se espantam. E esta perplexidade cresce com o espanto que tantos mostram pela vacuidade dos discursos oficiais de Ano Novo.

Sabemos como se anunciou o fim da história de algumas instituições destes reis magos. Tem custado muito ao Estado e ao bolso de cada um de nós.

O Governo entende que pode fazer caminho a sós, refastelado numa proverbial prosápia de retoma. Já o PS parece mais preocupado em potenciar uma maioria absoluta do que em desenvolver pontes.

O episódio protagonizado por Ferro Rodrigues, repreendendo André Ventura pela excessiva utilização das palavras "vergonha" e "vergonhoso" em plena Assembleia da República (AR), é um exemplo do que não deve ser feito para sinalizar maus comportamentos e desmascarar fraudes.

Por muito que se esforce, Luís Montenegro não conseguirá ser mais feroz no ataque a Rui Rio do que foi durante quase dois anos de oposição à liderança interna.