Luís Fazenda

Luís Fazenda

Militante do Bloco de Esquerda

Há mais de um ano escrevi neste sítio um apontamento com este título. Infelizmente, as eleições parlamentares da Terra do Gelo deste sábado (26 de abril) impõem-me a atualização das conclusões que então tirei e que já indiciavam o desastre do governo.

O título descreve a semana parlamentar. A avalanche de queixas ao Tribunal Constitucional mostra a intensidade da instabilidade política. Mas mostra também que o Memorando da Troika está em rota de colisão com a Constituição da República.

No 3º Congresso do Parti de Gauche francês, Jean-Luc Melénchon, o mais carismático dos seus líderes, assumiu uma homenagem ao 25 de abril português cantando-se a Grândola com grande emoção, canto contra as ditaduras, a fascista e a do capital financeiro da dividocracia.

Selassie, em resposta à questão que lhe dirigi sobre a reestruturação da dívida, afirmou que esse processo seria a ruína da banca nacional e a crise da economia portuguesa. Ah, sempre a banca! Com clareza meridiana desmente Paulo Portas e as ameaças de expulsão do euro.

Em Paris, decorreu o congresso do PCF, nos últimos dias da semana passada. O Partido Comunista francês confirmou e pretende ampliar o espaço do Front de Gauche.

Fernando Ulrich é dessa elite que tem parasitado o país e se acha, apesar de tudo, acima dos sem abrigo que somos todos nós. Esta coisa bestial é da turma de amigos do governo PSD/CDS.

João Assunção Ribeiro, porta-voz do secretariado nacional do PS, escreveu a propósito do Bloco... O PS pede ao Bloco que abandone o seu projeto político. A simpatia do PS nem se contentaria com um satélite, somente com um clone.

Faz chamada de capa do jornal “I” que João Semedo teria dito em entrevista que apoiaria um governo PS se este cortasse com a Troika. Curiosamente, tal frase não consta da entrevista, como é fácil de confirmar.

A redução do número de deputados diminui sem apelo nem agravo a proporcionalidade na conversão dos votos populares em mandatos. O objetivo é claro: o de conseguir maioria absoluta de deputados com menos votos do povo.

Ao contrário do que tem vindo a defender o ministro Pedro Mota Soares, avançar para um sistema misto de pensões não só não resolve nenhum problema da Segurança Social como coloca em causa o seu financiamento.