Luís Fazenda

Luís Fazenda

Militante do Bloco de Esquerda

Com valores a rondar os 15% nas sondagens para as eleições presidenciais francesas, Jean-Luc Mélenchon protagoniza o inesperado: a relevância de uma esquerda que não se rendeu ao liberalismo.

Estes dias na Assembleia da República ficaram marcados pelo debate da extinção de mais mil freguesias no país.

Como entra pelos olhos dentro, a média das rendas vai equiparar-se às altas e especulativas rendas dos chamados "contratos novos". Como se verá em pouco tempo, aliás, a ganância do mercado livre vai levar apenas ao encarecimento de rendas.

A própria realidade dos factos encarregou-se de demonstrar que o ódio popular à troika contamina todos aqueles que a ela se submetem.

A Islândia é frequentemente citada no debate público, quer a propósito dos resgates do FMI, quer sobre o “default” da dívida, o “não pagamos”. Sob a ameaça da “dividocracia”, o que se passa realmente na Islândia”? Separar factos de mitos parece essencial na discussão de alternativas ao “regime de credores”.

O Governo só não é austero na demagogia com que quer escamotear o óbvio. Corta a quem menos tem, para beneficiar fiscalmente quem nunca pagou o que devia, como é o caso dos rendimentos de capital que foram isentos da sobretaxa que começará a ser cobrada dentro de dias a todos os trabalhadores.

António José Seguro escreveu sem margem para dúvidas na Moção que sustenta, e vem insistindo no tema, que PS e PSD devem acercar-se de um entendimento em matéria de leis eleitorais.

Passou um pouco despercebido o processo de referendo sobre sistema eleitoral, com várias eleições parciais, na Grã-Bretanha. Humilhante é a palavra dos media britânicos para descrever a performance dos lib-dem de Nick Clegg.

A tragicomédia do congresso do PS mostra-se pela inflamada defesa da Caixa pública enquanto Teixeira dos Santos anda a tentar vender os seguros da CGD a privados...

Depois do estrondo do PEC4, às escondidas da moção de censura da véspera, e da manif do precariado, o parlamento foi sacudido pela intriga PSD/PS. Que para o PSD três foi a conta que Cavaco fez, três PEC ainda vá, quatro é que não!