José Casimiro

José Casimiro

Deputado municipal em Lisboa. Dirigente do Bloco de Esquerda.

Os “fazedores de opinião encartados”, toda a direita e mesmo franjas da extrema-direita e até ordens corporativas procuram virar a opinião das pessoas contra os profissionais das várias áreas em greve.

O governo PS decidiu “fazer um intervalo na democracia constitucional” ao ceder ao poder das multinacionais, neste caso da Autoeuropa, quanto aos direitos individuais e coletivos dos estivadores.

A 5 de maio comemora-se os 200 anos do nascimento de Karl Marx; nada melhor do que debatermos o Futuro do Trabalho.

A Altice abriu uma autêntica “caixa de Pandora” nas áreas da gestão e das relações laborais e do emprego em Portugal. É preciso parar o desrespeito pela lei e a humilhação sobre os trabalhadores.

No momento em que se debate tanto a situação na Autoeuropa, noutra empresa do parque industrial de Palmela, a “Hanon Systems”, pretende-se impor a laboração dos trabalhadores ao sábado, como um dia normal de trabalho.

O ano 2017 poderá significar um ano de conflitualidade social em contraponto à “acalmia social” tão elogiada pelo Presidente da República e pelo governo.

É fundamental continuar a aumentar o salário mínimo até aos 557€, enquanto importante instrumento de combate à pobreza e às desigualdades.

Das reuniões do PR com os partidos e parceiros sociais sobre a possibilidade de abertura de uma crise política, destaca-se a lista de oito páginas de “queixinhas” das confederações patronais.

Em causa, está onde se localiza o “centro de decisão” do diálogo, da relação de forças, entre o capital e o trabalho.

O que se espera do atual governo do PS é que possamos começar a alterar o ciclo das formas “flexíveis de emprego” e dos códigos de trabalho a favor do patronato.