João Vasconcelos

João Vasconcelos

Professor. Doutorado em História Contemporânea.

O Governo anunciou em julho passado um plano específico de apoio ao Algarve, mas nada passou do papel. Tratou-se de mera propaganda e o Algarve continua à espera e a sofrer.

De todas as regiões do país, o Algarve surge como a mais vulnerável e se não forem tomadas medidas extraordinárias a curto e médio prazo os impactos da crise irão revelar-se avassaladores.

O Orçamento de Estado para o próximo ano, da responsabilidade do Governo PS, não responde às necessidades do país e, muito menos, no combate com êxito à pandemia da Covid 19.

Infelizmente, o Plano Costa Silva nada refere sobre a eliminação das taxas de portagens nas antigas SCUT. Assim sendo, as assimetrias e as desigualdades regionais irão prevalecer por muitos anos e, até agravar-se.

International Peace Bureau (IPB), a organização não-governamental pacifista mais antiga do mundo, denunciou que as despesas militares são hoje 50% maiores que no fim da “Guerra Fria” e defende que a prioridade deve ser a favor da saúde.

Passados 46 anos desde a Revolução de Abril Portugal continua a ser um dos países mais centralistas da OCDE, do ponto de vista político e administrativo, com a consequente hipertrofia burocrática e orçamental.

No passado dia 27 de janeiro foi evocado o 75.º aniversário da libertação do campo de concentração e extermínio de Auschwitz-Birkenau, Polónia, pelo Exército Vermelho.

O presidente da EMPORDEF fez uma acusação gravíssima: a gestão dos extintos Estaleiros Navais de Viana do Castelo teve atos que classificou como "alta corrupção". A luta contra a corrupção não é compatível com muros de silêncio.

O Bloco de Esquerda apresentou várias propostas para a melhoria do Orçamento de Estado, a nível do poder local.

Acima de tudo, torna-se imperioso saber a verdade, saber os porquês de todo este esquecimento conveniente, de todas as manipulações da história sobre o 27 de maio.