Entramos numa nova fase do desconfinamento. O clima ajudou, com sol e calor parece que tudo se torna mais fácil. As lojas abriram, os cafés e restaurantes, as esplanadas, podemos ir à praia e passear, as famílias reencontram-se.
Os orçamentos municipais devem ser revistos e privilegiar as obras e iniciativas públicas que privilegiem o emprego, incluindo também apoios directos ao comércio local, aos produtores locais e às micro e pequenas empresas.
Como vereadora da oposição tenho sido solidária com as medidas implementadas no meu concelho, tenho esse dever. Mas não perdi o meu sentido crítico e muito menos o Bloco de Esquerda perdeu a sua obrigação de propositura.
Há empresários que anunciam que vão entrar na falência, embora tenham previsto milhões de lucro para as suas empresas. O caso mais ridículo será o da conhecida “Padaria Portuguesa” que se apresentou como o alfa e o ômega do “empreendedorismo”...
Continuamos a viver tempos desconhecidos. A incerteza é nossa companheira e desperta a nossa angústia. Ligamos a televisão e vamos encolhendo no sofá. As notícias não são animadoras e vêm dos quatro cantos do Mundo.
Portugal precisa de um aeroporto com todas as condições, que substitua o aeroporto de Lisboa, não tenho dúvidas. Mas precisa de mais aeroportos regionais?
Se fosse hoje, Maria e José não teriam chegado a Belém, os “checkpoint” e o muro construído por Israel não os deixavam passar. Que, no mínimo, pensemos nisso, neste Natal.