Francisco Louçã

Francisco Louçã

Professor universitário. Ativista do Bloco de Esquerda.

As duas notícias vieram em catadupa: a justiça do Reino Unido determinou que os trabalhadores da Uber passem a ter contrato com a empresa, recebendo pelo menos o salário mínimo, Segurança Social e férias pagas, e em Espanha o Supremo Tribunal também impôs o contrato.

Se se fizesse o que é necessário, teríamos cooperação reforçada na saúde e financiamento por emissão de dívida. Mas seria preciso sair do deprimentismo.

Ler a ministra das Finanças da Suécia a anunciar que a “paciência terminou” e que, dado o incumprimento pelo Governo português do seu compromisso de 2019, pede ao Parlamento do seu país que anule um acordo firmado com o nosso país pode criar vergonha alheia. Ou pode suscitar admiração e aplauso.

A primeira batalha entre comunicação social e gigantes da informática deu-se na Austrália. Mas a guerra já chegou à Europa a à América do Norte.

Venho sugerir um tema, que não é inédito, mas que merece ser considerado com maior urgência: retirar os carros da zona central das grandes cidades. Há duas razões de fundo para essa proposta.

A proposta de um “rendimento básico incondicional” não é para toda a gente, não evita as agruras da vida, nem tem forma de ser financiada sem cortar apoios sociais.

O problema não está onde os mercados o descortinam, na queda do valor das bolsas. O problema é que a recessão continua e os salários estão aprisionados.

Mamadou Ba e André Ventura, espelho um do outro, diz o primeiro-ministro. O antirracismo que luta pela democracia e a discriminação que a recusa, os dois “muito perigosos”.

Os resultados da Alphabet reduziram-se em 13 pontos percentuais em 10 anos, os da Apple em 10 pontos percentuais desde o seu auge, em 2012. O risco é que o mercado perceba.

Segundo um relatório do Governo dos EUA, só na primeira metade de 2020, a esperança média de vida regrediu em um ano para a média da população, mas em 2,7 anos para os afrodescendentes.