Dinis Ramos

Dinis Ramos

Estudante na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa

Maio de 68 não foi apenas uma revolta de estudantes, nem apenas uma explosão geracional, nem apenas uma revolução dos costumes. O seu núcleo histórico decisivo foi a entrada em cena da classe trabalhadora francesa.

Não podemos aceitar que Portugal continue a ser o segundo país da União Europeia onde as contribuições familiares têm mais peso no orçamento estudantil. Dia 28 de Outubro é o tempo de dizer basta.

Os estudantes foram mal planeados pelo próprio capital, excedendo-se na sua própria produção. E agora, tentam convencê-los a continuar a investir num sistema que os precariza, aliena e os transforma em instrumentos de uma lógica que os explora.

Equiparar a extrema-direita a uma suposta "extrema-esquerda" é legitimar a barbárie.