Bruno Maia

Bruno Maia

Médico neurologista, ativista pela legalização da cannabis e da morte assistida

Um americano, nascido e criado nos EUA, que não gosta de ver 2 homens na rua a beijar-se, que frequenta secretamente sites de engates para gays, entra numa discoteca assumidamente LGBT e mata a tiro meia centena de pessoas. Qual é a dificuldade em perceber que isto foi um crime de ódio homofóbico?

Como pode um governo empreender uma tarefa sem os instrumentos fundamentais para a levar a bom porto?

Imaginemos que a ciência médica descobria uma forma quase 100% eficaz de evitar a infeção pelo VIH. Que essa forma era apenas um comprimido que tinha tantos efeitos secundários quanto uma simples Aspirina.

Porque é que é preciso alguém morrer para o país se indignar com a austeridade cega que foi imposta ao SNS?

Chegou o tempo da análise e definição políticas fundamentais para toda a esquerda na Europa.

O que se está a passar com a Hepatite C é que os preços praticados pela Gilead, BMS e Abbvie são extorsionários e o nosso Estado não os pode pagar. O Estado Português tem de quebrar a patente deste medicamento. E não é o fim do mundo, nem sequer será a primeira vez.

A Pilar deixou-nos! Foi das mais incansáveis sindicalistas que todos nós alguma vez conhecemos. Toda a sua vida foi coerente e focada na defesa das carreiras médicas e da qualidade dos serviços de saúde. A Pilar nunca deu lições de vida. A sua vida é uma lição.

A nova "pílula contra a SIDA" ainda tem um longo caminho a percorrer até demonstrar ser uma estratégia eficaz, senão mesmo "a estratégia". Mas para começar será talvez boa ideia começar esta discussão livre de preconceitos!

Hoje é dia de greve! Dos médicos! Podia ser uma greve dos enfermeiros também! Ou uma greve dos técnicos de saúde! Ou mesmo dos utentes! Estes dois dias de greve reivindicam muitas alterações na carreira médica ou na organização do trabalho médico! Mas vão muito mais longe!

Na recente polémica sobre o outing forçado de figuras públicas, a propósito do chumbo no parlamento da coadoção, ficou muito por dizer e esgrimiram-se argumentos com os quais não concordo.