Bruno Maia

Bruno Maia

Médico neurologista, ativista pela legalização da cannabis e da morte assistida

A auto-preservação de uma IPSS significa manutenção de um problema. Manter um problema é o contrário de resolvê-lo.

É preciso ser mulher para perceber e sentir todas as formas de opressão, discriminação, subjugação e assédio que nós homens infligimos, na maioria das vezes sem nos apercebermos.

Só se resolvem problemas graves no SNS, quando alguém morre ou fica doente e a comunicação social decide denunciar.

A metáfora do elefante na sala assenta que nem uma luva ao Ministro da Saúde. Em quase dois anos de geringonça, nada na política ministerial da saúde é essencialmente distinto do governo anterior.

Sou médico e sou homossexual. Devo fazer “terapia de reconversão”? Para mudar o quê exactamente?

A propósito do reacender dos fascismos na Europa, espantamo-nos frequentemente com a “falta de memória” dos povos.

O ECDC alertou as autoridades europeias para este surto em agosto de 2016. Os primeiros casos “em excesso” começaram a ser notificados em dezembro. A DGS nada fez em todo este tempo.

Não há nada de diferente entre noticiar overdoses de canábis (coisa que simplesmente não existe), os factos alternativos de Kellyanne Conway e as “fake news” dos apoiantes de Trump.

Depois de 10 invernos a trabalhar num grande hospital, aquilo a que assisti este ano é incomparável com qualquer referência do passado.

O problema principal em promover a monogamia e a fidelidade como forma de prevenção é o facto de que são precisos dois para se ser monógamo.