Alberto Matos

Alberto Matos

Dirigente do Bloco de Esquerda, Ativista da Solidariedade Imigrante no Alentejo

Na retórica preparatória da invasão da Ucrânia, Putin utilizou um argumento que deve fazer pensar quem, à esquerda, continua a apoiar a escalada belicista.

A maior colheita de azeitona de sempre! Os títulos dos jornais e as reportagens não podiam ser mais encomiásticos. Quase sem dar por isso e apesar dos críticos do costume, viveríamos num mundo à beira da perfeição, não foram umas pequenas nuvens que sempre espreitam no horizonte.

Esta Resolução do Conselho de Ministros pode resumir-se numa expressão: SIMPLEX contentores. Pior era impossível, apesar de tudo o que este governo já nos habituou, por ação e omissão, face à agricultura intensiva no sudoeste e no Alqueva. Uma autêntica vergonha!

Não adianta chorar lágrimas de crocodilo pela situação miserável de milhares de trabalhadores imigrantes, nalguns casos a roçar o trabalho escravo, se se continuar a alimentar este modelo.

No passado dia 9 de Junho, por agendamento do Bloco de Esquerda, a Assembleia da República debateu e votou vários projetos de Lei e de Resolução (Bloco, PCP, PEV e PAN) que se propunham travar a expansão selvagem dos olivais e amendoais intensivos e superintensivos.

Continuam a ser plantados milhões de pés de olival. Num cenário de alterações climáticas a rega destas monoculturas é sustentável? Vai sobrar água com qualidade para abastecimento humano?

Em memória de Alípio de Freitas. O texto que se segue foi escrito no final de 2016 e incluído na coletânea “Palavras de Amigos”, a surpresa que reservámos ao Alípio e desvendada no almoço que comemorou os seus 88 anos, em 18 de Fevereiro.

Ao ritmo frenético da propagação de incêndios que já consumiram mais de 1% da área do território, com destaque para a tragédia do Funchal, multiplicam-se as tomadas de posição de diversas entidades e partidos.

“A noite de ontem foi melhor do que as anteriores para os 23 nepaleses que o SEF resgatou em Almeirim, em estufas de morangos. Dormiram em casas de abrigo onde lhes foi devolvido o estatuto de pessoas que lhes fora negado pelos traficantes que os trouxeram para Portugal.

A cidade ferroviária do Entroncamento acolheu autarcas e ativistas locais do Bloco de Esquerda que debateram e trocaram experiências para a construção de uma política local de “marca Bloco”, materializada em projetos autárquicos abertos e participados. Por Alberto Matos.