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O capitalismo e a crise climático-ambiental

O capitalismo inclui, implicitamente, a exploração da totalidade da natureza, com a criação de novos valores de uso e de troca à escala universal, com "produtos" fabricados ou matérias apropriadas em todos os climas, ecossistemas e países. O capitalismo e os capitalistas não satisfazem necessidades humanas, antes apropriam-se dos meios que permitem satisfazer as reais necessidades e coagem a Humanidade a novos desejos que impulsionem novos consumos e mais acumulação. A crise climática, faceta mais visível da crise ambiental global, demonstra que chegámos ao limite da expansão capitalista, atingindo-se simultaneamente vários pontos sem retorno - químicos, físicos, biológicos - que colocam a viabilidade material da civilização em causa, ao destruir um dos muitos bens comuns a que a Humanidade teve acesso nos últimos 12 mil anos: relativa estabilidade climática à volta dos 14ºC globais. A razão pela qual a crise climática não é resolvida prende-se exatamente com o facto da sua resolução implicar, em boa medida, o fim do capitalismo (não só do neoliberalismo) ou uma sua transformação tão profunda que já não fará sentido chamar-se capitalismo. Conversa com João Camargo, conduzida por Mariana Carneiro e Fernando Rosas.

João Camargo é investigador na área das alterações climáticas, militante no movimento pela justiça climática e engenheiro do Ambiente. Foi jornalista e professor, trabalhou durante vários anos em ONG ambientalistas e, depois de ter participado intensamente nos movimentos contra a precariedade e a austeridade, está desde 2015 na construção do Climáximo e, mais recentemente, do Acordo de Glasgow. 

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