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Tea Consent

Sexo e consentimento, uma metáfora com chá

A Polícia do Vale do Tamisa decidiu abordar este tema, comparando o sexo a um hábito britânico famoso: beber uma chávena de chá. O resultado é este vídeo simples, eficaz e por vezes bastante divertido, que nos dá instruções claras sobre o que constitui o consentimento sexual.

Em baixo segue a tradução do vídeo em português, por Vanda  Menezes Santos. O vídeo tem legendas em português do Brasil, para as obter, basta carregar no símbolo da roda dentada e selecionar "portuguese".

"Se ainda não percebeu bem o que é consentimento, imagine que, em vez de iniciar o acto sexual, lhe faz uma chávena de chá.

Você diz-lhe: "Olha, queres um chá?" e a pessoa responde: "Óptimo, adorava um chá! Obrigado/a". Você percebe que a pessoa quer chá. Se você pergunta: "Olha, queres chá?" e há uma hesitação: "Hum...não tenho a certeza...", então pode fazer o chá à mesma, ou não, mas saiba que a pessoa pode não o beber. E se ela não o quiser beber, então - e isto é que é importante - não a obrigue a tomá-lo. Lá porque você o fez, não quer dizer que tenha o direito de a ver bebê-lo. E se a pessoa disser: "Não, obrigada", então não lhe faça chá. De todo! Não lhe faça chá! Nem lhe faça chá, nem se chateie porque a pessoa não quer chá. A pessoa não quer chá, ok?

Ela até pode dizer: "Sim, por favor. Isso é muito simpático!", e depois, quando o chá chega, afinal não o quer. Claro que isso é aborrecido, porque você se deu ao trabalho de fazer o chá, mas a pessoa não tem a obrigação de o beber; queria o chá e agora não quer. Há gente que muda de ideias durante o tempo que o chá leva a fazer; as pessoas têm o direito de mudar de opinião, e você continua a não ter o direito de as ver tomar o chá. E se a pessoa estiver inconsciente, não lhe faça chá. Gente que está inconsciente não quer chá; e não está capaz de responder à pergunta: "Queres chá?", precisamente porque está inconsciente.

Ok, pode ser que estivesse consciente quando lhe perguntou se queria chá e respondeu que sim, mas enquanto você ferveu a água, deixou o chá abrir e juntou o leite, a pessoa ficou inconsciente. Nesse caso, largue lá o chá. Olhe pela segurança da pessoa inconsciente e - isto é que é outra vez importante - não a faça tomar o chá. A pessoa disse que sim, na altura, é facto, mas gente desmaiada não quer chá. Se alguém disse que sim ao chá, começou a bebê-lo e depois perdeu os sentidos antes de o acabar, não continue a enfiá-lo pela boca abaixo. Ponha o chá de parte e verifique que a pessoa está em segurança, porque gente desmaiada não quer chá. Vá por mim quando o afirmo!

Se alguém lhe aceitou um chá em casa, no sábado passado, isso não quer dizer que queira que lhe faça chá a toda a hora. Essa pessoa não vai querer que lhe apareça lá em casa sem avisar, lhe faça chá e a obrigue a bebê-lo, numa de "Mas tu quiseste chá na semana passada!". Também não vai querer acordar consigo a enfiar-lhe chá pela boca abaixo e a dizer-lhe: "Mas tu quiseste chá ontem à noite!".

Se você consegue perceber como é ridículo forçar as pessoas a beberem chá, quando não querem bebê-lo, e se é capaz de entender quando as pessoas não querem chá, então qual é a dificuldade, quando se trata de sexo? Seja chá, ou seja sexo, o consentimento é tudo.

E posto isto, vou fazer um chazinho."

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