Convocar a História

Guiados por Julião Soares Sousa, autor de Amílcar Cabral. Vida e morte de um revolucionário africano, Fernando Rosas e Luís Trindade conversam sobre o papel de Amílcar Cabral nas lutas de libertação da Guiné-Bissau e de Cabo Verde e o seu lugar político e simbólico no anti-colonialsimo africano no século XX.

Com este programa, o Convocar a História encerra a série dedicada à história do Partido Comunista Português. O ciclo termina com uma conversa com Margarida Tengarrinha, resistente antifascista e dirigente histórica do Partido, sobre o PCP e as mulheres.

Num momento em que passam 60 anos sobre o início da guerra colonial, convidámos José Manuel Lopes Cordeiro para uma conversa sobre o Partido Comunista Português e os modos como foi abordando a questão colonial.

Adotada nos anos 40 e reafirmada na década de 60, o «levantamento nacional» foi a estratégia abraçada pelo PCP para o derrube da ditadura. Neste episódio, convidamos o historiador João Madeira para nos falar da sua história.

Nos cem anos do Partido Comunista Português, o Convocar a História assinala a efeméride com uma série de quatro programas centrados na história deste partido. O ciclo inicia-se com uma conversa com José Pacheco Pereira precisamente sobre história e historiografia

Em 1966, representantes de movimentos de libertação nacional de três continentes - África, Ásia e América Latina - reuniram-se em Havana para discutir os desafios comuns que o (neo)colonialismo e o imperialismo colocavam às suas lutas. Neste episódio, convidámos a investigadora Raquel Ribeiro para nos falar da Conferência Tricontinental e do seu legado.

O colonialismo português assentou num sistema de ocupação e exploração de terras e na utilização do trabalho forçado como fonte de acumulação. Para falar sobre este tema, convidámos para a conversa desta semana José Pedro Monteiro.

O início de Fevereiro de 1953 ficou marcado por uma intensa repressão em São Tomé, que viria a ficar conhecida como o massacre de Batepá. O acontecimento é o pretexto para uma conversa com Inês Nascimento Rodrigues, que estudou o massacre e as suas reverberações desde aquele momento até à atualidade.

As oposições ao regime – comunistas, socialistas, republicanos – acreditam na queda do regime fascista com o fim da Guerra, como acontece um pouco por todo o mundo. No entanto, blindado pelo apoio dos Aliados, Salazar não só venceu todos os embates como saiu reforçado do período da Guerra. Mas esta não deixou de ser, para as oposições, uma das mais ricas experiências culturais e políticas de todo o período fascista.

Como recebeu Portugal os refugiados da Segunda Guerra Mundial? Que possibilidades de vida encontraram cá? E que paralelos com o presente, onde a questão dos refugiados volta a estar na ordem do dia? Sobre estas e outras questões, estivemos à conversa com Ansgar Schaefer.

Spyland, assim designa Douglas Wheeler o Portugal dos anos da II Guerra. Lisboa e o Estoril e os seus hotéis de luxo escondiam um ninho de espiões durante a II Guerra Mundial. Ingleses, alemães e de muitas outras nacionalidades, como nos diz a historiadora Irene Pimentel, a nossa convidada para este Convocar a História.

A quem interessava a neutralidade de Portugal na guerra e por que interessava tanto ao Estado Novo? Que relações manteve o regime com o Eixo e os Aliados? Avistaram-se suásticas no Tejo? Foi sobre estas e outras questões que falámos com a historiadora Cláudia Ninhos. 

Na noite de 25 de novembro de 1967, chuvas intensas abateram-se sobre o país, provocando centenas de mortos e milhares de desalojados, sobretudo na região da Grande Lisboa e no Ribatejo. A tragédia punha em evidência o desordenamento territorial e a pobreza de imensas camadas da população.

A 28 de novembro assinalam-se os 200 anos do nascimento de Friedrich Engels, autor e coautor, com Karl Marx, de diversas obras fundadoras do pensamento socialista. Neste Convocar a História abordaremos A origem da família, da propriedade privada e do Estado, por ela representar um empreendimento intelectual notável, nomeadamente para os estudos feministas contemporâneos.

Somos sempre confrontados com processos legislativos – como acontece hoje com a lei sobre a morte assistida – que dividem opiniões e atitudes. Olhemos para o pacote legislativo da primeira fase da I República: que meios e que dificuldades lhe foram colocados para a sua realização? Uma conversa com atualidade com a historiadora Maria Alice Samara.

Educação Cívica – um pomo de discórdia ou a discussão necessária? Poderá a educação cívica proposta ao país pela I República ser um ponto de referência para discussão da educação cívica hoje? É este o mote da conversa desta semana com a historiadora Raquel Henriques.

O processo revolucionário na Alemanha (1918-1923) foi a primeira grande revolução depois do Outubro russo. Convidámos António Louçã para falar sobre este capítulo da História que, não raras vezes, fica relegado ao esquecimento.

Fernando Rosas e Manuel Loff conversam sobre o biénio de lutas e greves em Itália em 1919 e 1920, uma revolução que não chegou a concretizar-se.

A mais importante revolução do século XX é o tema que Fernando Rosas convoca para este programa. O convidado é o historiador Rui Bebiano, com a moderação de Andrea Peniche.

Tomando o espetáculo Um Museu Vivo de Memórias Pequenas e Esquecidas como ponto de partida, propomo-nos conversar com Joana Craveiro acerca da memória da revolução, da relação do teatro com a história, e do papel da cultura em momentos de crise e ruptura histórica.