A social-democracia demitiu-se de uma tarefa fundamental no espaço da UE: evitar a cultura tecnocrática dominante e o esvaziamento da democracia. As recentes declarações de Centeno são uma triste imagem desta realidade.
O que os exemplos alemães mostram é a rapidez com que assistimos à normalização e naturalização da extrema-direita no espaço público europeu, e o quanto isso é preocupante.
O actual governo não tem uma estratégia de investimento público e a ferrovia é um dos mais dramáticos exemplos disso mesmo. Agora, que responsáveis do governo anterior apareçam em público a lavar as mãos do problema...
António Costa levou à cimeira da NATO um quadro anualizado da despesa em defesa até 2024. Trata-se de um aumento gradual da despesa em percentagem do PIB que, só em 2018, será da ordem dos 330 milhões.
Não é muito frequente que cidadãos e cidadãs europeias se mobilizem por qualquer que seja a coisa que se debate no Parlamento Europeu. A diretiva do mercado único digital é, por isso, uma exceção.
O único lado que há para defender é mesmo o do povo sírio. O mundo está a ser comandado por loucos. Se aceitarmos fazer-lhes companhia, somos cúmplices.