Marisa Matias

Marisa Matias

Dirigente do Bloco de Esquerda, socióloga.

Passou praticamente despercebida a notícia de que a União Europeia colocou esta semana as Ilhas Caimão na lista dos paraísos fiscais. A razão foi o Brexit e a leitura não poderia ser mais clara.

Nazismo e racismo não são opiniões, são crimes. Em vez de ludibriar os factos, precisamos de enfrentá-los, venham com botas cardadas ou com pezinhos de lã…

Ao fim de sete meses e quatro dias de greve, os trabalhadores sem papéis da Chronopost Alforteville conseguiram obter colectivamente o direito de residência. Tratou-se, na realidade, de um dois em um: uma vitória política e sindical.

Esta semana cumpriu-se o prazo limite para regulamentar o estatuto de cuidador informal em Portugal. Foi no último dia, 6 de Janeiro, que o governo publicou a primeira portaria, que apenas inicia o processo de reconhecimento.

A ordem mundial está a mudar e os conflitos estão longe de resolver-se. É difícil de prever o desfecho de muitos de eles, mas as sociedades movem-se em contextos muito diferentes.

Os mensageiros são detidos e perseguidos, os criminosos de colarinho branco continuam à solta. É a escolha entre seguir quem denuncia os crimes ou os criminosos.

Há quase dez anos, entrei pela primeira vez em Gaza. O bloqueio persistia e, depois de muitas horas de espera, do outro lado fomos recebidos com cravos vermelhos. Foi a primeira vez que me confrontei com vidas fechadas em prisão e suspensas por uma ameaça constante.

Há 10 anos participei, em Copenhaga, na Conferência anual das Nações Unidas para o combate às alterações climáticas, a COP15. Na altura, chegava ao fim o Protocolo de Quioto e o desfecho foi uma gigantesca desilusão.

Na próxima semana irá finalmente a votos a Comissão Von der Leyen. Depois de propostas de nomes rejeitadas, depois de várias controvérsias, finalizou-se o processo sem eliminar a ameaça de conflitos de interesses.

A frase certeira é de Célia Xakriabá. Ao longo desta semana, e durante os próximos dias, a Associação "Articulação dos Povos Indígenas do Brasil" (APIB), em parceria com organizações da sociedade civil, dão corpo à campanha “Sangue Indígena: Nenhuma Uma Gota Mais”.