Que sentido faz para a Letónia ter a taxa de câmbio indexada ao euro

19 de fevereiro 2010 - 0:00
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Num recente artigo os economistas defendem que as políticas restritivas que estão a ser adoptadas, com o apoio do FMI, estão a levar a economia a uma recessão superior à que os EUA viveram nos anos 30. Apontam o exemplo argentino entre 1999 e 2002.



O que se passa na pequena economia do báltico que, em dois anos, já contraiu 25%? Como podem as políticas monetária e orçamental estar a ser altamente restritivas no meio de uma crise de tamanha dimensão? A resposta está na política de taxa de câmbio indexada ao euro, respondem os economistas em tom crítico.



Os economistas analisam a evolução da economia da Letónia em vários indicadores económicos e financeiros e as políticas que estão a ser adoptadas sob a égide do FMI e o apoio da EU. Recordam o que se passou na crise Argentina ente 1999 e 2002. Argumentam que a Letónia deveria desvalorizar a sua moeda.



Face ao risco de enfrentar uma crise de pagamentos a Letónia viu-se obrigada a pedir dinheiro ao FMI e a aceitar uma receita de ajustamento económico muito dura, com os objectivos de recuperar a credibilidade do país, de manter a indexação ao euro. As políticas orçamental e monetária estão por isso a ser pró-cíclicas Os economistas defendem que esta opção é um erro. Defendem uma desvalorização cambial controlada e propõem mecanismos para os fazer. O Estado e os bancos perderiam algum dinheiro, mas a população seria beneficiada.



O caso da Letónia dá pistas sobre o que provavelmente se estaria a passar em Portugal ou na Grécia, caso não fizessem parte da Zona Euro…

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