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Manifestação ibérica contra central de Almaraz a 11 de junho

Primeiro encontro ibérico do movimento pelo encerramento da central nuclear marcou ação de protesto em Cáceres.

A ação de protesto foi marcada no primeiro encontro ibérico do movimento pelo encerramento da central nuclear de Almaraz, que decorreu em Mérida este domingo e juntou participantes de 20 organizações políticas e ambientalistas de Portugal e de Espanha.

O protesto foi marcado para Cáceres a 11 de junho e durante o encontro de domingo os movimentos expressaram a urgência do encerramento da central nuclear, em fim de vida, e a sua preocupação em relação à possibilidade de o seu funcionamento se prolongar em funcionamento para lá de 2020.

Nuno Sequeira, da organização ambientalista Quercus, afirmou à agência Lusa que "por parte das entidades portuguesas presentes, ficou expressa a vontade de todos em que o Governo português tome uma posição mais firme em relação à defesa dos interesses nacionais em toda esta questão".

Nuno Sequeira acrescentou que até à data do protesto "vamos fazer um trabalho de mobilização em Portugal e em Espanha".

O Bloco de Esquerda fez-se representar por um grupo de ativistas, entre os quais os deputados Jorge Costa e Pedro Soares.

Almaraz é a central nuclear mais antiga do Estado espanhol, localiza-se em Cáceres, a cem quilómetros da fronteira com Portugal. Iniciou o seu funcionamento no início dos anos 1980. Teve o seu encerramento foi previsto para 2010, mas o Governo do Estado espanhol prolongou-o até 2020.

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Resto dossier

Chernobyl, 30 anos depois

A 26 de abril de 1986 deu-se uma das maiores catástrofes nucleares da História numa pequena localidade da Ucrânia, Chernobyl. De central, dizia-se que era tão segura que poderia ter sido construída no meio da praça vermelha de Moscovo. Há cinco anos atrás aconteceu uma nova catástrofe quando, na sequência de um maremoto, houve uma fuga nos reatores da central nuclear de Fukushima. Neste dossier discutimos por que razão a energia nuclear nunca será uma opção segura e os perigos que continuamos a correr quando centrais, como a de Almaraz, continuarem em funcionamento. 

Dossier organizado por Joana Campos.

Desastre de Chernobyl foi há 30 anos

Aquela que foi uma das maiores catástrofes nucleares da História aconteceu há 30 anos numa pequena localidade da Ucrânia, Chernobyl. O Fórum Antinuclear da Extremadura explica porque não podemos deixar repetir a tragédia.

Cinco anos depois de Fukushima

Artigo de Chie Matsumoto sobre as consequências do acidente nuclear nas vidas de quem trabalhava na central nuclear ou vivia na cidade de Fukushima.

Portugal sob ameaça nuclear

Antes de cada desgraça evitável, os negligentes criticam sempre o "alarmismo" de quem previne. É melhor soar o alarme: junto à fronteira portuguesa, sobre o Tejo, cresce o risco de catástrofe. Artigo de Jorge Costa.

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Risco de acidente nuclear é muito maior do que se pensava

Instituto Max Planck, da Alemanha, prevê um acidente grave a cada 10 a 20 anos, uma probabilidade 200 vezes superior ao que se calculava antes. Uma fusão de reator na Europa ocidental afetaria cerca de 28 milhões de pessoas.

Segurança das centrais nucleares europeias em xeque

A chamada "prova de resistência" realizada nas centrais nucleares da União Europeia confirmaram os piores temores de ambientalistas e opositores às centrais atómicas: que estas não cumprem os padrões mínimos de segurança. Artigo de Julio Godoy, da IPS.

Por que a energia nuclear nunca será segura

Com o desastre na central nuclear de Fukushima no Japão, algumas pessoas voltaram a perguntar-se: pode a energia nuclear ser segura? A resposta é não. A energia nuclear nunca poderá ser segura. Por Karl Grossman.