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Espanha: adesão à Greve Geral ultrapassa os 80%

Os representantes das centrais UGT, José Javier Cubillo, CCOO, Antonio del Campo, e USO, Ladislao Pérez, já anunciaram que a adesão à Greve Geral ultrapassa os 80% . O protesto em Espanha está a ser acompanhado por um forte contigente policial. Registaram-se várias cargas policiais.

Durante a noite, os líderes da UGT, Cándido Méndez e CCOO, Ignacio Fernández Toxo participaram nos piquetes informativos que tiveram lugar na Porta do Sol e apelaram a uma mobilização em massa contra o "suicídio social e económico" que a política do governo representa.

Já de manhã, pelas 10h, os secretários de Organização da CCOO, UGT e USO adiantaram, durante uma conferência de imprensa promovida para o efeito, que a adesão à greve é de mais de 80%, e que ascende a 90% em alguns setores e comunidades.

Antonio del Campo, da CCOO, sublinhou, inclusive, que a adesão a esta paralisação é superior à de 29 de março.

Segundo os dados apresentados pelos representantes sindicais, a adesão é mais significativa em setores como a indústria química, indústria automóvel, construção, recolha do lixo, transportes e indústria agroalimentar.

"A quebra do consumo elétrico em relação ao dia de ontem, ou em comparação com quinta feira da semana passada, é de 20%”, retratando a diminuição da atividade em consequência da Greve, frisou Antonio del Campo.

Durante a conferência de imprensa, este sindicalista criticou ainda o governo espanhol por se fazer representar durante a paralisação de hoje pelo Ministério do Interior, e não pelo Ministério do Emprego, como seria natural, dando a entender que a greve é um conflito de ordem pública, e não laboral.

Os números da greve

No setor industrial madrileno registou-se uma adesão de 100% nas fábricas da Peugeot, Bosch, Iveco, Thyssen Group e John Deere.A produção nas fábricas da Nissan, Opel e Seat na Catalunha também foi interrompida, assim como na Volkswagen Navarra. No turno da noite da Ford em Valência não se apresentou nenhum trabalhador ao serviço. Na fábrica da Seat em Martorell (Barcelona),onde a greve começou pelas 21h45 de quarta feira, os sindicatos calculam que serão fabricados menos 2000 carros durante as 24h deparalisação. Estão apenas 260 trabalhadores, de um total de 13 000, nos estabelecimentos desta fábrica, a cumprir tarefas de manutenção, logística e segurança. Na Nissan de Barcelona, a quebra de produção deve chegar aos 550 veículos. Já na General Motors-Opel em Figueruelas (Zaragoza), só são assegurados os serviços mínimos acordados entre o comité de trabalhadores e a direção da empresa.

No setor dos transportes, registou-se uma adesão total no metro de Madrid, 100% nos portos (90% em Bilbao e 50% em Melilla), 90% nos aeroportos, prevendo-se o cancelamento de 700 voos, 90% nos transportes rodoviários, 90% em comboios suburbanos e 95% nos comboios de longa distância.

Os quatro pontos de distribuição alimentícia mais importantes do país - Mercamadrid, Mercabarna, Mercasevilla y Mercavalencia - aderiram massivamente à paralisação, conforme adianta a CC OO, que assegura que os trabalhos habituais de carga e descarga não se estão a realizar. No principal mercado abastecedor de Madrid, o Mercamadrid, cerca de 200 trabalhadores receberam as viaturas que entravam nos estabelecimentos com apupos. O Mercazaragoza suspendeu praticamente a sua atividade e registaram-se incidentes nos grandes mercados de Valencia e Granada. Também nos mercados de Barcelona a atividade foi reduzida.

A distribuição dos jornais no país caiu mais de 50%, tendo algumas empresas contratado substitutos para a distribuição que estão a chegar com bastante atraso.

A greve em Espanha já afectou também a emissão de várias televisões. A Telamadrid, a TV3 e a Canal Sur, têm legendas a explicar que estão a sofrer perturbações no serviço.

Em Madrid, uma das principais artérias da cidade está cortada por cerca de 400 manifestantes.

Na Catalunha os partidos políticos, com exceção do PP, suspenderam a sua campanha eleitoral. Trinta deputados de vários partidos também já anunciaram que não faltar à sessão de hoje no Congresso espanhol.

Para este dia estão agendadas mais de 100 manifestações em Espanha, sendo que algumas delas tiveram lugar logo pela manhã, como em Almería, Cádiz, Córdoba, Jaén, Sevilha, Las Palmas, Albacete, Cuenca, Ciudad Real, Bilbao, San Sebastián, Vitoria, La Coruña, Lugo, Orense, Pontevedra e Pamplona.

Greve Geral acompanhada por forte contingente policial

O protesto em Espanha está a ser acompanhado por um forte contigente policial, tendo já sido registadas várias cargas policiais.

A manifestação da Plataforma de Vítimas de Hipotecas de Múrcia, na qual participam membros da Izquierda Unida de Murcia, invadiu uma agência da Caixa, tendo a polícia investido contra os presentes deixando alguns manifestantes e jornalistas feridos.

O Ministério do Interior remeteu instruções precisas às Forças de Segurança do Estado para que tanto a Polícia Nacional como a Guarda Civil se esforcem por “dar cumprimento ao seu mandato constitucional de proteger o livre exercício dos direitos e liberdades e garantir a segurança cidadã”. É ainda assinalado que estas forças de segurança devem atuar para assegurar os serviços mínimos estabelecidos e que devem, nomeadamente, controlar as vias de acesso às zonas industriais para permitir a entrada e saída de trabalhadores que não aderem à greve, “evitando a ação coerciva dos piquetes que utilizem a violência”.

O Ministério do Interior insta ainda as forças de segurança a desimpedirem o acesso aos mercados abastecedores e aos grandes centros comerciais e a marcarem a sua presença e atuarem junto do setor dos serviços contra os piquetes “que obrigam, em muitos casos, os proprietários dos pequenos estabelecimentos a encerrá-los”.

Segundo o El Mundo, até às 11h já se tinham registado 62 detidos e 34 feridos.


 

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Resto dossier

14-N: Greve Geral

Neste dossier, reunimos os vídeos e as fotografias deste dia de mobilização geral dos trabalhadores. E republicamos as notícias sobre o balanço e os números da greve em Portugal, bem como a dimensão europeia do protesto, com greves e manifestações em mais de 20 países.

CGTP: “Uma das maiores greves gerais realizadas em Portugal”

Arménio Carlos fala em cartão vermelho ao governo e à troika, no dia em que o INE confirma que a austeridade provoca a queda do PIB e o aumento do desemprego. Despacho do governo proíbe divulgar dados de adesão. Trinta e nove manifestações e concentrações em todo o país. 

Os vídeos da Greve Geral

O esquerda.net fez cobertura vídeo desta Greve Geral, com reportagens nos piquetes do Metro de Lisboa, CTT, CP, Moveaveiro, STCP e das concentrações em Aveiro e Lisboa.

Fotogaleria da Manifestação de Lisboa

Fotogaleria de Paulete Matos na manifestação que decorreu entre o Rossio e São Bento.

Polícia deteve mais de cem manifestantes

Segundo o esquerda.net pôde apurar, a polícia deteve um total de 120 pessoas após a manifestação da CGTP, sendo que muitos dos detidos afirmam não ter tido qualquer participação nos distúrbios ocorridos nas imediações da Assembleia da República, em Lisboa. Os advogados dos detidos não foram autorizados a contactá-los. 

Fotogaleria: A Greve vista por um alemão em Lisboa

Dominic Heilig, militante do Die Linke, esteve em Lisboa e participou nos piquetes da Greve Geral e na manifestação da tarde.

“Será com esta greve e com tantas outras mobilizações que se irá derrubar este governo”

A coordenadora da Comissão Política do Bloco, Catarina Martins, que participou na manifestação da Greve Geral no Porto, à qual se juntaram mais de duas mil pessoas, salientou que esta é “a primeira greve ibérica, uma greve inédita, e um cartão vermelho bem forte contra a troika e o governo”.

Greve Geral em Portugal: números por distrito

O esquerda.net publica, neste artigo, informações sobre a adesão à Greve Geral nos diferentes distritos/regiões do país.

Precários Inflexíveis em ação de protesto num Pingo Doce em Lisboa

Um conjunto de ativistas da Associação de Combate à Precariedade – Precários Inflexíveis realizou uma ação de protesto numa loja do Pingo Doce em Lisboa (ver vídeo), nesta manhã da Greve Geral, para denunciar “a estratégia de exploração” no grupo de Soares dos Santos.

Fotos dos protestos em diversas cidades de Portugal

No dia da Greve Geral realizaram-se manifestações e concentrações em 39 cidades de Portugal. Esquerda.net publica aqui fotos das manifestações nas cidades de: Braga, Funchal, Santarém, Faro, Angra do Heroísmo, Beja, Portalegre, Ponta Delgada, Estudantes em Lisboa, Évora, Torres Novas e Vila Real.

Fotos da manifestação em Setúbal

Milhares de pessoas manifestaram-se na manhã no dia da Greve Geral, 14 de novembro, pelas ruas da cidade de Setúbal, protestando contra a austeridade e a troika. Fotos de Leonardo Silva

Escolas encerradas por todo o país

A greve geral desta quarta-feira encerrou muitas escolas e, pelo menos no Norte, está a ter uma adesão superior à última paralisação. No ensino superior sabe-se, por agora, que a Faculdade de Letras da Universidade do Porto teve uma adesão à greve de 90 por cento e que Universidade dos Açores está fechada. Mário Nogueira, da Fenprof, disse que "a exceção" são as escolas abertas.

Deputados do Bloco com a greve

No dia de Greve Geral, o grupo parlamentar do Bloco de Esquerda não participou nos trabalhos parlamentares e esteve junto de vários piquetes de greve, integrando concentrações e manifestações, em solidariedade com os trabalhadores grevistas.

Belgas entregam Prémio Nobel da Austeridade a Barroso

Comboios paralisados e manifestações em Bruxelas marcam a jornada na Bélgica. Sindicalistas da Confederação Europeia dos Sindicatos e dos sindicatos belgas reúnem-se com Barroso e entregam à Comissão Europeia um “prémio Nobel da Austeridade”.

Europa: greves e manifestações marcam jornada de luta em vários países

Segundo os dados disponíveis, a greve geral na Bélgica paralisou os caminhos-de-ferro, afetando as ligações internacionais para França, Alemanha e Holanda. Grécia e Itália iniciam paralisações de 3 e 4 horas. No Reino Unido, várias companhias aéreas cancelaram voos internacionais. Convocadas manifestações na Alemanha, França e Polónia.

Espanha: adesão à Greve Geral ultrapassa os 80%

Os representantes das centrais UGT, José Javier Cubillo, CCOO, Antonio del Campo, e USO, Ladislao Pérez, já anunciaram que a adesão à Greve Geral ultrapassa os 80% . O protesto em Espanha está a ser acompanhado por um forte contigente policial. Registaram-se várias cargas policiais.

Fotos de piquetes da Greve Geral em Portugal

Nesta notícia publicamos imagens da Greve Geral, em vários pontos do país.

O país amanheceu paralisado

A noite e a madrugada da Greve Geral desta quarta-feira indicam uma adesão significativa dos trabalhadores ao protesto contra a austeridade e o orçamento do assalto fiscal. Transportes, hospitais e comunicações com adesões a rondar os 100 por cento.

Vozes contra a austeridade vão ouvir-se em 20 países europeus

Vinte países, entre os quais Portugal, vão juntar-se, na quarta-feira, à jornada de luta europeia contra a austeridade e a favor do emprego, que inclui greves, manifestações, ações de protesto e reuniões em várias cidades da Europa.

CGTP: "Enquanto houver Memorando, o país não tem futuro"

Na véspera da Greve Geral, o líder da CGTP confia que "vamos ter milhões de trabalhadores na Europa a dizer basta de austeridade, é preciso mudar de políticas". Arménio Carlos assinalou a "grande convergência" para esta greve que ultrapassa as fronteiras da CGTP.

14 novembro: A primeira greve internacional do século XXI

Se qualquer convocatória de greve geral merece uma atenção especial pela sua transcendência e impacto político, a que se realiza este dia 14 de Novembro, ainda mais: trata-se da primeira greve internacional do século XXI. Por Nacho Álvarez, Público.es

Greves e protestos na Bélgica

A central sindical FGTB decretou 24 horas de Greve Geral, integrada na jornada de luta europeia. Várias cidades promovem manifestações solidárias com as greves nos países do sul da Europa.

Greve geral já está em marcha

Primeiros setores a aderir são os bombeiros, recolha de lixo e transportes, com grande adesão. Arménio Carlos espera uma grande greve geral e saúda os sindicatos da UGT que decidiram participar. No vídeo, João Semedo apela à Greve Geral.