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A deputada Mariana Aiveca afirma que o Bloco só poderia votar contra o corte do 13º e 14º mês aos funcionários públicos e pensionistas. A marca deste orçamento "é o ataque aos trabalhadores, tomados como bodes expiatórios e causadores dos problemas do país".

Pedro Filipe Soares critica as medidas de reforço da solidez financeira das instituições de crédito propostas pelo Governo, lembrando que, nos últimos 10 anos, a banca gastou mais de 6 mil milhões em dividendos distribuídos aos accionistas.

A eurodeputada Marisa Matias, questiona Van Rompuy, Barroso e Juncker: “os senhores ouvem-se uns aos outros?” E declara: “Os senhores estão a dar cabo da Europa”.

Ana Drago acusa Passos Coelho de nada dizer sobre a situação europeia, embora se comporte como "o Primeiro-ministro que é o delegado dos credores internacionais que vai fazer a cobrança aos trabalhadores e pensionistas, aos jovens e aos utentes do SNS".

Cecília Honório confronta o Primeiro-ministro sobre as "agruras" dos trabalhadores da função pública e pensionistas que verão cortados os subsídios de férias e de Natal, e pergunta se o Governo está disponível para taxar quem, de facto, vive acima das possibilidades do país, "taxando o património de luxo"?

No início do debate sobre o OE'2012, Francisco Louçã critica o "discurso envergonhado" do Primeiro-ministro, que "não se deu ao trabalho de justificar uma única medida que tem efeito na vida das pessoas", nem "o orçamento que abandona o país".

Ana Drago intervém a favor das petições que pedem a suspensão do actual modelo de avaliação que "apenas dificulta a progressão na carreira dos professores e não promove a avaliação que o sistema educativo precisa".

João Semedo critica o voto de abstenção assumido pelo Ministro dos Negócios Estrangeiros, que diz ter seguido "o sentido de voto europeu", quando França, Espanha, Irlanda, Luxemburgo, Bélgica, Irlanda, Malta e Grécia votaram favoravelmente a admissão da Palestina na UNESCO.

João Semedo defende o projecto de lei do Bloco que propõe o fim das taxas moderadoras na saúde. "Os utentes já pagam o Serviço Nacional de Saúde com os seus impostos" afirmou.

Na discussão sobre o Orçamento rectificativo de 2011, Pedro Filipe Soares denunciou também que "o empréstimo concedido pela troika, na prática, em comissões, leva tanto quanto o corte no Ministério da Educação, 655 milhões de euros".

No encerramento da interpelação do Bloco sobre "Desemprego, precariedade, alterações às leis do trabalho", Luís Fazenda denuncia a "desforra ideológica" do Governo - trocar a diminuição da TSU pelo aumento do horário de trabalho e retirar os subsídios de férias e Natal da função pública.

O Parlamento Europeu não só rejeitou como se recusou a votar uma emenda de Miguel Portas no sentido de serem cortadas cerca de cinco por cento das despesas gerais dos eurodeputados, que assim passam ao largo da crise.

Marisa Matias interveio no debate sobre o Semestre Europeu, a nova modalidade europeia de tutela dos orçamentos nacionais.

Luís Fazenda critica a maioria de direita que traz ao parlamento a "verdade da mentira" com o roubo às expectativas sociais da maioria dos cidadãos. A solução é "responder aos desígnios das marchas de indignação e da greve geral", disse.

Francisco Louçã acusa o Primeiro-Ministro de querer impor um novo regime social, obrigando 1 milhão e 300 mil trabalhadores a perder, durante 2 anos, 2 meses de salário e outros mais a trabalhar mais dias e gratuitamente. (Parte 2)

Francisco Louçã questiona Pedro Passos Coelho sobre o desvio orçamental de mais mil milhões entre Julho e Setembro [ver 2ª parte].

Marisa Matias lembrou no Parlamento Europeu que em três anos os contribuintes já são obrigados por duas vezes a salvar os bancos. Chegou a altura, disse, “de os bancos salvarem também a economia”.

Luís Fazenda afirmou que "não há justificação" para o Governo não ter apresentado o plano de ajustamento da dívida da Madeira, sublinhando que se trata de "uma fraude às eleições regionais".

A deputada Ana Drago interpela o Ministro da Educação afirmando que "é insustentável e imoral que o Sr. Ministro não esclareça o que quer fazer em relação à precariedade no sistema educativo" e a "trapalhada" do concurso de professores.

Francisco Louçã responde a Passos Coelho, que afirmou que o programa de ajustamento iria incidir sobre os habitantes da Madeira, perguntando se o Governo vai proteger Alberto João Jardim e lembrando que "os madeirenses não viveram acima das suas possibilidades".