Parlamentares

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Francisco Louçã interpela o Primeiro-ministro, mostrando um despacho do Secretário de Estado das Obras Públicas que pretende isentar a Lusoponte de impostos acrescidos. Louçã também questiona Passos sobre as "benesses" do BPN que já custaram aos contribuintes mais de 8 mil milhões.

Ana Drago lamenta o facto da "agenda conservadora de seletividade social do CDS" ter triunfado como política educativa do Governo de coligação PSD-CDS. A proposta do CDS incluída na reforma curricular é reflexo da "nostalgia dos exames de 4.ª classe, é o regresso aos tempos do Estado Novo", disse.

Mariana Aiveca interpela o Ministro Miguel Relvas, que se diz orgulhoso da reforma laboral, e pergunta-lhe como é que facilitando os despedimentos se cria mais emprego. Dirigindo-se ao ministro, disse ainda: "Não há demagogia que o salve, nem troika que o venha defender".

Catarina Martins defende a proposta do Bloco pela moratória nas prestações ao banco, quando houver uma redução acentuada do rendimento familiar, e pela anulação da dívida contra a entrega da casa ao banco.

Catarina Martins saúda os peticionários que defendem "as artes e a cultura para além da crise" e critica o desprezo do Governo pela Cultura, apresentando o projeto de resolução do Bloco que recomenda a adoção de medidas de combate aos efeitos da crise no setor cultural".

Marisa Matias intervém no Parlamento Europeu para homenagear as vítimas do desastre nuclear de Fukushima e denunciar a construção de novas centrais nucleares.

Cecília Honório defendeu o reforço da proteção das vítimas da violência doméstica, lembrando que morreram 23 mulheres em 2011. O Parlamento aprovou a proposta do Bloco de obrigatoriedade do recurso a pulseiras eletrónicas para os agressores.

Francisco Louçã perguntou porque é que o governo pagou à Lusoponte o que esta já tinha cobrado em portagens na Ponte 25 de Abril em agosto passado. Passos Coelho entrou em contradição com o que diz o despacho do secretário de Estado.

 

“É nos transportes públicos que a estupidez da austeridade talvez se revele com mais clareza, quer-se poupar e acabamos todos a gastar mais”, salientou a deputada Catarina Martins que apresentou um novo modelo de contratualização com as empresas de transportes públicos.

Luís Fazenda apresenta o projeto de lei do Bloco que constitui uma "alternativa à extinção administrativa de freguesias, e que responde à vontade das populações que querem poder decidir".

Cecília Honório apresenta os projetos de lei do Bloco que propõem a eliminação da impossibilidade de adoção por casais do mesmo sexo e a igualdade de tratamento no registo civil para a adoção, procriação medicamente assistida e apadrinhamento civil por casais do mesmo sexo.

Cecília Honório afirma que o Bloco não desistirá da proposta que legaliza a adoção por casais do mesmo sexo porque o compromisso é com "a igualdade absoluta" e com o interesse de milhares de crianças que já vivem com casais homossexuais e que também não podem ser discriminadas.

Cecília Honório defende que "não pode haver uma revisão do mapa judiciário sem que esta seja precedida de um mapa dos serviços públicos". Fechar tribunais tendo por base critérios incompreensíveis é "desprezar o interior e as populações", afirma.

Ana Drago defende que o critério da empregabilidade não pode ser o critério único do Estado para o financiamento do ensino superior e sublinha que, hoje, é a crise social que é o critério principal na escolha dos cursos.

Miguel Portas insurge-se contra a decisão do Parlamento Europeu de excluir dos debates e dos votos uma proposta da esquerda de congelar os salários dos eurodeputados nos valores de 2012.

Catarina Martins defende as iniciativas legislativas do Bloco que propõem alterações ao regime de arrendamento urbano, criando-se um regime especial de mobilização de fogos devolutos, e que exigem que o Governo cumpra o seu programa eleitoral e estabeleça um período de 15 anos de adaptação nas atualizações das rendas.

A eurodeputada bloquista criticou o PPE e o PSE por não terem incluído um parágrafo contra a intervenção militar externa na Síria, concluindo que "é precisamente porque estamos ao lado do povo sírio e contra a repressão, que não podemos estar ao lado da guerra”.

Miguel Portas disse no Parlamento Europeu que o debate dos eurobonds avança a passo de caracol e que colocar a estabilidade orçamental como condição para avançar com os eurobonds "é como dizer a um doente que ele só tem direito ao remédio se se tiver curado por milagre".

Marisa Matias questiona a Comissão Europeia acerca da promessa de mais fundos estruturais para as PME's e o emprego, confrontando-a com a decisão tomada no ano passado de suspender o acesso a esses fundos aos países que não cumprirem as metas da austeridade imposta pela UE.

Luís Fazenda explica que o projeto bloquista estipula a fixação administrativa do regime de rendas do banco de terras, para proteger os pequenos proprietários de possíveis rendas subavaliadas e impedir a especulação.