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Marisa Matias propôs a criação de bolsas do Instituto Europeu de Investigação e Tecnologia de modo a contribuir para atenuar as desigualdades de acesso a bolsas de investigação que existem na UE, consoante os países de origem dos candidatos.

"Dia, após dia o Governo rompe com a sua palavra e traz mais sacrifícios para os cidadãos", afirma o deputado Pedro Filipe Soares, acrescentando que "a austeridade traz a recessão e a recessão domina as contas públicas" e que "depois de todos os sacrifícios, temos mais dívida".

Luís Fazenda critica a escolha da privatização da água: "o Governo segue uma moda internacional já ultrapassada". E afirma que se trata de uma "opção ideológica, uma escolha liberal" e que a gestão privada lucrará (com aumentos até 500%) à custa dos consumidores e da irresponsabilidade do Estado.

Francisco Louçã denunciou a adenda do PS como "um penacho na cabeça do Tratado Orçamental" e afirmou que "a Europa carece de valores e de convicções, e neste debate essa carência de valores está mais clara do que nunca: há oportunidade e jogo político, mas crescimento e respostas às dificuldades não parecem abundar".

Marisa Matias criticou as ameaças dos responsáveis europeus em caso de vitória da esquerda na Grecia, como o "g-euro" inventado pela banca alemã. E apelou para que a Europa deixe de usar o medo para manter os cidadãos reféns dos mercados financeiros.

Alda Sousa fez a intervenção de estreia no plenário de Estrasburgo contra a chantagem feita aos gregos pelo ex-presidente do Banco Central Europeu. Jean Claude Trichet propôs que seja retirada a soberania económica aos povos que se oponham à austeridade.

A deputada Mariana Aiveca refere que, durante o Governo da troika, perderam-se 203 mil empregos, e critica o Ministro da Economia e do Emprego que, até agora, apenas propôs mais precariedade e despedimentos mais fáceis e mais baratos.

Catarina Martins fala da decisão da UNESCO que apela à suspensão da construção da barragem Foz-Tua, lembrando que o PS e a maioria de direita chumbaram o projeto de resolução do Bloco que defendia isso mesmo.

Francisco Louçã confronta o Primeiro-ministro com os números excessivos da austeridade que constam no documento enviado para Bruxelas, "surripiado" ao parlamento. "Vamos pagar a maior carga fiscal de sempre", contudo, "vamos pagar mais e ficar a dever mais".

 Cecília Honório refere que desde o 25 de Abril, é a primeira vez que Portugal é o país que menos investe na Educação (3,8% do PIB), "uma situação que só agrava o atraso do país, uma vez que ao nível da OCDE este apresenta uma elevada taxa de retenções".

Luís Fazenda recorda que o Bloco apelou ao Presidente da República para não ratificar o Tratado Orçamental, para assim "corrigir a precipitação do maioria e do PS na aprovação desse tratado", sublinhando que até a Chanceler alemã "adiou a aprovação do tratado".

Catarina Martins apresenta o projeto de resolução do Bloco que "recomenda ao Governo que se desvincule do ACTA", o "perigoso" acordo internacional anti-contrafação que foi assinado envolto "num secretismo antidemocrático".

No debate quinzenal com o primeiro-ministro, Francisco Louçã, acusa o governo de exercer uma "pressão inaceitável" sobre o Tribunal Constitucional, a propósito do corte dos subsídios de férias e de natal. O deputado do Bloco BE criticou, também, a acumulação de cargos do presidente da CGD.

Ana Drago refere os testemunhos de muitos estudantes que abandonam o Ensino Superior e anuncia as propostas bloquistas de um regulamento de bolsas e de um conjunto de apoios aos estudantes, "para pôr em prática já".

Marisa Matias lembrou no Parlamento Europeu que o voto favorável dos partidos da troika em São Bento ao Pacto Orçamental foi "o voto do bom aluno graxista, que não pensa e obedece aos maus professores".

Francisco Louçã acusa o Primeiro-ministro por não assumir nenhum compromisso sobre o pagamento dos subsídios de férias e de Natal e confronta-o com declarações do Ministro das Finanças sobre uma nova "ajuda". Ver primeira parte.

Francisco Louçã confronta o Primeiro-ministro com as suas previsões sobre a recuperação económica, e pergunta ainda "porque é que mantendo-se a previsão, só depois de 3 anos, depois do início da recuperação, o Governo pretende devolver os 2 meses de salários que tirou aos trabalhadores?" Ver segunda parte.

Ana Drago apresenta o projeto de resolução do Bloco que defende a realização de um referendo ao Tratado Europeu e afirma que o impacto do Pacto Orçamental, que institui a regra "cega" de 0,5% de défice estrutural, "é o da reescrita do contrato social europeu, da forma de atuação e das políticas públicas dos Estados".

O deputado João Semedo interpela o Ministro da Saúde sobre o tema do encerramento da Maternidade Alfredo da Costa, em Lisboa. "Como é que se melhoram os serviços materno-infantis fechando a melhor maternidade do país?", pergunta.

Francisco Louçã questiona o Ministro da Finanças sobre o primeiro fecho de um hospital deste Governo e se "o Governo também mente em Bruxelas", referindo-se ao adiamento da reposição dos subsídios de férias de natal. "Os sacrifícios não servem para nada, este Governo agrava a dívida e destrói o país", afirmou.