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Marisa Matias interveio no debate com Durão Barroso, acusando a Comissão Europeia de promover uma política que "permite aos banqueiros terem mais olhos que barriga".

A eurodeputada Alda Sousa declarou no plenário do Parlamento Europeu, a decorrer em Estrasburgo, que os portugueses, os gregos e povos europeus de outras nacionalidades demonstrarão nas mobilizações que se aproximam que "recusamos ser escravos".

Luís Fazenda comenta o veto do presidente da República à lei da reorganização administrativa de Lisboa, reafirmando que o Bloco não se opõe a uma reorganização das freguesias, mas discorda do método utilizado e da falta de auscultação das populações.

Ana Drago apresenta as propostas do Bloco para o regime laboral do setor da investigação científica para acabar com os atrasos no pagamento das bolsas de investigação.

Ana Drago questiona o Ministro da Educação, pressionando para que responda às questões colocadas pelo Bloco sobre os horários zero nas escolas, o futuro dos professores contratados e reorganização curricular.

As manifestações e protestos de médicos e professores portugueses, com o apoio social que lhes foi transmitido, vieram demonstrar que o Estado da Nação é "o de um país cada vez mais pobre não apenas em rendimentos mas também em espírito", denunciou a eurodeputada Marisa Matias na sua crónica semanal no programa Conselho Superior da Antena Um.

"A Ministra da Justiça, depois de ter fechado a porta aos autarcas, diz agora que o mapa judiciário será alvo do mais amplo debate público", comenta a deputada Cecília Honório, afirmando que são precisos esclarecimentos sobre esta proposta "baseada numa decisão tecnocrata", que "anda a reboque dos calendários impostos pela troika".

No encerramento do debate sobre o Estado da Nação, Luís Fazenda criticou os “argumentos de autoridade” do Governo que se baseiam apenas nas avaliações da troika e ignoram o estado do país, a necessidade de contenção do desemprego, de relançar a economia e de debater a Europa. “O Governo recusou-se a falar do país, “que está pior”, sublinha, “e deixou um milhão de desempregados para trás, metade sem qualquer apoio”.

Louçã explica como a receita do Governo, "o empobrecimento", "está a funcionar", apontando o défice da Balança Comercial igual ao do tempo do Salazar e o aumento da dívida.

Marisa Matias considera que a decisão do Tribunal Constitucional sobre os subsídios "não tem ponta por onde se lhe pegue", além de suspender sectorialmente a Constituição, o que abre um precedente perigoso em relação a outros direitos fundamentais - tudo para que se cumpram a vontade e as ordens da troika.

Catarina Martins lamenta a "arrogância" das bancadas da direita e refere o exemplo da vizinha Espanha onde a televisão pública também não transmite touradas, nem as crianças são autorizadas a ver estes espetáculos.

Pedro Filipe Soares critica o programa governamental para um mercado social de arrendamento, denunciando que na prática apenas serão disponibilizados 6 imóveis por cada concelho do país.

Francisco Louçã confronta Passos Coelho com o "buraco gigantesco" nas contas públicas de 2 mil milhões de euros: "Aumentou a dívida para aumentar o défice, aumentou o desemprego para aumentar a dívida". Louçã questiona ainda o primeiro-ministro sobre o super-ministro das finanças europeu que irá determinar orçamentos, "amputando a democracia e a Constituição".

A deputada recorda o tempo da campanha eleitoral, em que Passos Coelho negava no twitter a ideia de que o PSD iria aumentar o IVA. Cecília Honório afirma ainda que, com o anúncio da quebra brutal das receitas do IVA, “o discurso da fatalidade e da inevitabilidade foi a enterrar na passada sexta-feira”.

Marisa Matias intervém na Comissão de Economia do Parlamento Europeu, alertando para a necessidade do crescimento em vez da austeridade. E lembra que os países com governos da troika estão hoje pior e mais endividados do que estavam antes dos empréstimos.

A deputada Mariana Aiveca encerrou o debate agendado pelo Bloco, que apresentou propostas de combate aos falsos contratos a prazo e ao aumento do trabalho temporário e também de reforço dos prestações sociais.

Ana Drago dirige-se à bancada do CDS, recordando as palavras do ex-deputado agora ministro da Segurança Social, Pedro Mota Soares, que antes se insurgia contra o "confisco" feito aos trabalhadores independentes e que agora não responde a nenhuma das queixas destes trabalhadores.

“Quando aumenta como nunca o número de pessoas desempregadas, o Governo baixa as prestações sociais no desemprego”, afirmou Catarina Martins no debate parlamentar sobre desemprego e precariedade agendado pelo Bloco de Esquerda.

Francisco Louçã questiona Passos Coelho sobre o anunciado fecho da Maternidade Alfredo da Costa até ao final do ano, facto que Passos diz desconhecer, apesar do fecho da MAC se ter tornado público por um comunicado da Administração do Centro Hospitalar.

"Que raio de contenção de contágio é esta que nos está a destruir?", perguntou Marisa Matias perante o comissário europeu das Finanças, desmontando o argumento de que a salvação da banca privada "é para evitar o contágio dentro da Zona Euro".