Ricardo Coelho

Ricardo Coelho

Ricardo Coelho, economista, especializado em Economia Ecológica

Enquanto homem, não posso dizer o que é estar do outro lado do piropo. Posso, contudo, contrapor à ideia absurda de que as mulheres também assediam os homens a minha experiência de vida.

Recebi recentemente na minha caixa de correio eletrónico da Universidade de Coimbra, onde sou estudante, uma mensagem propagandística de um órgão da praxe. A mensagem vem do Conselho de Veteranos e foi reencaminhada pelo serviço de divulgação da UC. Artigo de Ricardo Coelho.

Num momento em que a praxe tenta limpar a sua imagem, como forma de resposta à sua crescente deslegitimação junto da opinião pública, é importante expor a superficialidade destas manobras de limpeza e mostrar que o abuso é inevitável na praxe e não um acidente de percurso.

Deixando o palavreado neoliberal sobre empreendedorismo e crescimento sustentável de lado, podemos colocar a questão: será que vem algo de bom desta reforma?

Parece inacreditável mas é mesmo verdade: existe um regulamento da tauromaquia, aprovado na AR e publicado em Diário da República, que determina como devem ser torturados os touros nos vários espetáculos feitos a partir do seu sofrimento.

Encarar os problemas da sociedade com uma perspetiva pragmática exige pensar em mudanças sociais que invertam a relação de forças que está na sua origem e não em falsas soluções que fortalecem esta relação de forças.

Quem comprou um Chevrolet Cobalt pode ter passado por uma experiência assustadora, senão mortal. Um defeito na ignição faz com que o carro se possa desligar em pleno andamento, desligando o sistema elétrico e tudo o que depende dele, incluindo o airbag.

Periodicamente, alguns empresários aparecem a sugerir que Portugal deveria investir mais na biomassa, rentabilizando as suas vastas florestas. Seguir esta sugestão seria um desastre.

A Diretiva de Energias Renováveis da UE implica, na prática, retirar comida do prato dos mais pobres do planeta para encher os depósitos dos automóveis nos países industrializados.

Do alto do seu conforto de quem vive perto da gestão de empresas e longe da vida real, Pires de Lima reproduz uma ideia perigosa: a de que a investigação tem de produzir valor para as empresas, caso contrário não tem qualquer valor.