Se há quem defenda que parte do sector público gere mal a economia, todos estamos cansados de saber como parte do sector privado gere as finanças: com a assinalável eficácia de quem liquida para ganhar.
O PSD tem um problema: o que separa Pacheco Pereira da opinião de Marcelo Rebelo de Sousa sobre o falecido Governo de Passos/Portas é o facto de Marcelo ser o candidato presidencial que o PSD apoia.
Francisco Assis inaugura, seguramente, a primeira de muitas parcerias público-privadas comunicacionais com alguns dos seus "camaradas" de partido. Sábado, à mesa, discutir-se-á o futuro do PS.
Cavaco Silva falou ao espelho até o partir em cacos. Cavaco, face à inexistência de um compromisso formal à esquerda, fez o que tinha a fazer e disse tudo o que não podia dizer.
O velocímetro da política, de tanto acelerar, quase bate nos limites máximos do PREC. Por muito que custe a alguns, é apenas a democracia a funcionar com todo o espectro político em jogo.
De que nos serve a informação se ela se fideliza a uma espécie de bolsa dia-a-dia, de discutível fiabilidade, algo especulativa, num método diário que convoca mais o voyeurismo do espectador do que as dúvidas do eleitor?
Se não espreitarmos para o retrovisor antes do voto podemos, uma vez mais, perpetuar no poder todos ou muitos daqueles que se apontam a dedo como os culpados ou cúmplices da crise sistémica a que estamos confinados.