O relatório do FMI com a sua análise à oitava e nona avaliações do programa de ajustamento estrutural da economia portuguesa é um manifesto pela austeridade perpétua.
A receita do FMI e da Comissão Europeia já mostrou o que vale. Esta receita eterniza a crise e torna-nos um país mais pobre, mais dependente, mais desqualificado. Que tal ouvir então atentamente a proposta da OIT?
Em Portugal, chegámos àquele tempo em que a satisfação dos delírios dos credores é tão impossível que só mesmo a mentira mais retinta os pode servir. O Orçamento para 2014 é esse cínico exercício de mentira.
A abstenção só deixará de ser sedutora se a escolha política for sentida como verdadeiramente útil por cada pessoa, se cada pessoa sentir genuinamente que a sua participação terá uma influência real na configuração da agenda que conduz às decisões públicas.
Uma sociedade sem direitos humanos nem pensamento crítico - eis a sociedade que a praxe revela. Com a agravante de ser uma sociedade convencida da sua bondade integradora.