Na promiscuidade entre a política e os negócios como no futebol, o campeonato português é subalterno. O banco Goldman Sachs é um clube dessa champions league que é a nebulosa da governação global.
Aquilo que verdadeiramente bloqueia uma alternativa de governo à esquerda não é a disponibilidade, ou falta dela, para governar. São as escolhas para a governação de Portugal e da Europa.
Unir os povos do Sul da Europa para resgatar a nossa autodeterminação contra o constitucionalismo global ordoliberal que nos amarfanha é hoje um imperativo da democracia. Essa é a questão essencial das próximas eleições europeias.
Neste tempo em que a pobreza e a saída dela são estigmatizadas como responsabilidades pessoais, estar com os últimos como projeto de vida faz da política o seu campo de materialização privilegiado.
O Governo só tem plano A, que aplicará custe o que custar. E esse plano é o de embaratecer o trabalho e transferir esse diferencial para o lado do capital.
O Governo comporta-se como aqueles fura-greves que se juntam ao patrão para o incentivar a ser impiedoso para com os grevistas, na esperança de que o patrão os premeie pela sua tão corajosa lealdade.