Luís Moita escolheu o lado do cuidado e testemunhou-o não só no seu pensamento mas na qualidade da relação que cultivou com cada um dos que com ele se cruzaram.
O Parlamento aprovou três vezes a lei que despenaliza a morte assistida. A ampla maioria que a aprovou reflete o largo apoio social a uma lei sintonizada com a exigência de ponderação e de tolerância que os tribunais constitucionais de Itália e da Áustria estabeleceram, nesta matéria, para os seus países.
Mahsa Amini era mulher e era curda e interpretou de modo desarmante a vontade indomável das mulheres curdas de serem livres. Ao fazê-lo, foi a voz de todas as mulheres iranianas, de todas as mulheres do mundo e de todos os homens que se irmanam nessa luta pelos direitos e pela liberdade.
Esse grande movimento plural, combativo nas ruas, nos morros, nas escolas, em cada casa, é o que desagua na força vencedora da candidatura unitária de Lula.
Os problemas estão mais que diagnosticados. Défice imenso de profissionais com vínculo estável ao SNS, com carreiras paralisadas ou desrespeitadas, tudo a convidá-los e aos doentes a irem para um setor privado agressivo, ficando o SNS como retaguarda para o que é difícil e para os pobres.
A simples sugestão de um diálogo entre marxistas e cristãos causa estranheza, desconforto e até raiva no senso comum. Estranheza e desconforto que estão ausentes quando se encara o diálogo – ou mesmo a justaposição – entre o ser-se cristão e o ser-se liberal, conservador ou nacionalista.
Clareza na condenação da invasão e da guerra, na defesa da autodeterminação, na exigência da extinção dos blocos militares, no empenho numa solução negociada que respeite o Direito Internacional e traga a paz de volta.
A verdade é que o partido liberal foi tendo vários nomes e tem a idade da contrarrevolução em Portugal. Insinuou-se no repúdio da Constituição da República com a invocação de que ela enfermava de “uma excessiva carga ideológica”.
Antitéticos na sua formulação e nos seus fundamentos, o discurso liberal e o discurso realista convergem, porém, no essencial: são ambos instrumentais de lógicas imperialistas. Ambos são discursos de justificação da guerra.