João Fraga de Oliveira

João Fraga de Oliveira

Inspector do trabalho aposentado. Escreve com a grafia anterior ao “Acordo Ortográfico”

Muito mais do que tem acontecido, esta forma de violência [doméstica], se bem que legalmente (agora) seja considerada “crime público”, carece de (ainda) mais veemente condenação social.

Quase todas as situações político-sociais de outros países em que a administração norte-americana intervenha ou se imiscua têm degenerado em agravada inquinação económica, social, humana, política e, muitas vezes, da paz.

A forma e duração desta greve gerou grande controvérsia social e, mesmo, não se pode escamotear, significativa hostilidade social aos enfermeiros.

Lembrando com Cristophe Dejours, que “trabalhar é viver com os outros”, a perseverança desta trabalhadora, Cristina Tavares, merece não apenas solidariedade mas, mesmo, gratidão dos Outros.

No dia 31 de Dezembro, à meia-noite, (quase) toda a gente parou (mesmo que rodopiando num baile) a separar 2018 de 2019. “Ano Velho”, “Ano Novo”. Tendemos a classificar, a categorizar, a separar tudo.

Do ponto de vista de qualquer cidadão, o que interessa acentuar é que, ponderado o condicionalismo actual, a Protecção Civil é (está) um domínio complexo.

“Batalhar” por um “emprego de qualidade” sem “batalhar” pela melhoria das condições de trabalho e de salários é, mesmo sendo essa “batalha” só na “Quadratura do Círculo”, como “batalhar” pela ... “circulatura” do quadrado.

O que aqui se visa é chamar a atenção para um domínio social que, para além de do SNS ser suporte, também muito solicita a sua missão, organização, profissionais de saúde e meios.

Certas primeiras páginas também se permitem fazer “greve” a certos conteúdos ou, pelo menos, ao seu tratamento (mais) completo para ser (mais) isento e imparcial.

É óbvio que sim, pelo quanto é denunciada a referida intensificação do trabalho e a falta de profissionais de saúde no SNS.