João Semedo

João Semedo

Médico. Aderente do Bloco de Esquerda.

Austeridade e sacrifícios? Para todos? Na banca não sabem o que é. Mas perguntem a quem trabalha...

A realidade revela que a aplicação da lei foi um sucesso e um enorme progresso.

Apenas duas semanas de audições bastaram para justificar a utilidade e importância do inquérito parlamentar à tentativa de compra da TVI.

O congresso do PSD consagrou uma linha política abertamente liberal e ultra-conservadora tanto na economia como nos direitos sociais. Para Pedro Passos Coelho a política deve servir o mercado, privatizando empresas e serviços públicos, alargando as possibilidades de negócio dos grandes grupos económicos e financeiros a quem, de mão beijada, o estado deve entregar a exploração e gestão da escola pública, do SNS e da segurança social para além, claro, de tudo o que seja empresa pública.

A política do medicamento dos governos do PS é de sentido único: poupar à custa do bolso do cidadão. Foi assim com Correia de Campos, continua a ser assim com Ana Jorge. Nestes cinco anos, os medicamentos ficaram mais caros, as comparticipações do estado baixaram e os portugueses viram crescer a parte que lhes cabe pagar sempre que compram um remédio na farmácia. E, claro, nem a indústria nem as farmácias se queixam: para uns e para outros, o negócio continua apetecível. É assim a política do PS.

O INEM é um serviço essencial do SNS. Dele depende, muitas vezes, a salvação de uma ou mais vidas. O INEM assiste as situações de urgência e emergência, é o primeiro socorro nos casos mais graves.

O Parlamento aprovou esta semana importantes benefícios para muitos doentes crónicos, cerca de meio milhão. Os portadores de epilepsia, doença inflamatória do intestino e psoríase passam a estar isentos de taxa moderadora e, para estes últimos, a comparticipação do estado no preço dos medicamentos será feita pelo escalão máximo. Os projectos foram apresentados pelo Bloco.

O ano de 2009 girou entre duas palavras: crise e abuso.



Um ano de abusos. Na banca, quer dos gestores do BPP e do BPN, quer do governo que descarrega sobre os contribuintes o custo dos sucessivos avales e financiamentos públicos para tapar o buraco de bancos "assaltados" e sem futuro.