João Semedo

João Semedo

Médico. Aderente do Bloco de Esquerda.

A propósito de Paulo Portas, do ministério público e dos submarinos. Por mais críticas que se faça ao MP, nenhuma crítica autoriza que se pretenda transformar o arquivamento na absolvição dos investigados.

Autorizada a entrega do novo hospital de Loures a mexicanos e/ou chineses.

A única coisa nova nas palavras de Durão Barroso é ficarmos a saber que, também ele, ouviu e calou.

O ministro Poiares Maduro veio deturpar as críticas do Bloco de Esquerda à política do governo de atribuição de vistos gold a grandes investidores estrangeiros. Este programa propicia que o crime económico e as máfias internacionais procurem Portugal para aqui se instalarem.

Queremos uma Lisboa mais habitada, mais viva e mais solidária. Acima de tudo, queremos uma Lisboa transparente, ao lado dos cidadãos, que enfrente os interesses que a rodeiam e que garante a participação de todas e de todos no processo de decisão.

A crise política “passou” pelo Parlamento. Uma crise tridimensional: um governo isolado, como ficou claro no debate da moção de censura, com o CDS a cumprir os serviços mínimos e o PS a bater com a porta; um governo em decomposição, cujo último rombo foi a demissão forçada de Miguel Relvas; e, finalmente, um governo fora da lei, reincidente no ataque à Constituição, com um segundo orçamento declarado inconstitucional.

Ao manter o seu compromisso com o memorando, o PS esvazia a sua própria moção de censura, reduzindo-a àquilo que nunca deixou de ser: uma manobra política.

Ambos devem ser demitidos. Franquelim Alves pelo currículo, Álvaro Santos Pereira pela escolha deste secretário de estado e pela forma grosseira como ontem tentou enganar o Parlamento e a opinião pública.

No caso BPN, sempre a perigosa promiscuidade entre certos círculos políticos e os grupos financeiros do costume. Promiscuidade e impunidade fotografadas no Copacabana Palace: Relvas, Arnaut e Dias Loureiro, juntos e ao vivo, na passagem do ano carioca.

O governo está em crise porque desprezou as pessoas, porque governa contra os cidadãos, porque rebaixa e maltrata quem vive do seu trabalho. O governo está em crise porque perdeu o país.