Francisco Louçã

Francisco Louçã

Professor universitário. Ativista do Bloco de Esquerda.

A proposta económica mais liberal de entre quem se candidata à presidência, a do dr. Ventura, conseguiu escapar entre os pingos da chuva de todos os debates e entrevistas sem nunca explicar como pretende tratar aquela metade do país “que não trabalha e vive à conta da outra metade”.

O historiador Justin Marozzi publicou um monumental estudo sobre os “Impérios Islâmicos”. O livro, que evita conclusões simplistas ou apologéticas, limita-se a abrir uma janela sobre os segredos do passado. Texto de Francisco Louçã

Por maiores que sejam as reticências sobre as contas que apresenta, é indiscutível que a economia da China será a vencedora de 2020.

Os ministros chegam e vão, mas a EDP fica, e foi sempre assim ao longo das últimas décadas. Foi assim quando um governante foi afastado há poucos anos por pressão direta da empresa.

A deflação tornou-se o fantasma que ameaça as economias mais ricas do planeta e nenhuma sabe como deve ser enfrentada ou, menos ainda, como pode ser vencida.

A sincronização entre a entrevista de Cavaco Silva e o discurso seguinte de Passos Coelho é reveladora de uma fraqueza e de uma ameaça — e se a fraqueza foi ignorada pela direita, em contrapartida a ameaça empolgou-a, exibindo, aliás, outra fragilidade mais funda.

Calando-nos, aceitamos ceder os nossos dados, deixando vigiar a nossa vida e embrulhando-nos em bolhas comunicacionais que constituem colmeias humanas.

A história já foi contada: há 48 anos, a 30 de dezembro de 1972, um grupo de cristãos, pela voz de Maria da Conceição Moita, comunicou à sua comunidade, no fim da missa das 19h30, que ficaria em vigília na capela por 48 horas, para discutirem a paz. Por Francisco Louçã.

Jardim Gonçalves recebeu cerca de €38,3 milhões desde que foi afastado da direção do banco, em março de 2005; a partir de agora, passará a receber somente €686 mil por ano...

Em outubro de 2019, o autor deixou um recado: os seus velhos espiões cansados são, como nós, testemunhas do desencantamento do nosso tempo. Artigo de Francisco Louçã