Catarina Martins

Catarina Martins

Eurodeputada. Dirigente do Bloco de Esquerda. Atriz

Não há respostas salvadoras nem governantes providenciais. Muito menos o FMI o será. Mas temos o mais poderoso instrumento da resposta: a democracia.

Nesta legislatura, com o PS numa situação de maioria relativa, foi possível trabalhar sobre várias propostas alternativas, havendo uma aproximação efectiva às necessidades e reivindicações do sector.

Porque impõe o Governo ataques aos direitos do trabalho e não é capaz de tocar nos contratos milionários que nos custam 50 mil milhões de euros e que comprometem o interesse público durante 30 anos?

O PS oferece ao PSD a Lei de Televisão que Passos Coelho exige e que abre a porta à privatização do serviço público.

Gabriela Canavilhas não conta já com o apoio do partido que suporta o Governo. Importa por isso perguntar quem segura esta ministra no governo.

No domingo vivemos um momento crucial na escolha do caminho que queremos seguir.

Esta semana Manuel Alegre apresentou o seu compromisso eleitoral. Do de Cavaco nada sabemos. Mas sabemos o que fez e o que não diz. A escolha da esquerda é simples.

Hoje sabemos que quem gritou bem alto “Eu não Rio” contra a decisão de entregar o Rivoli a Filipe La Feria acertou em todas as suas mais negras previsões.

Amanhã é dia de Greve Geral. Amanhã quem não pára, consente.

Na proposta de OE para 2011 não é só a curva de desinvestimento que se acentua no que toca ao Ministério da Cultura. O que se acentua também é o apagamento dos poucos investimentos com repercussão no território e geradores da pluralidade de acesso à cultura.