António Chora

António Chora

Dirigente do Bloco de Esquerda. Coordenador da CT da Volkswagen AutoEuropa. Deputado municipal no concelho da Moita.

Por desconhecimento de uns, (o que suponho seja o caso de Mário Crespo) ou por maldade de outros (neoliberais, de direita ou da Terceira-Via), é sempre dito que o desemprego seria menor se as indemnizações por despedimento fossem mais baixas.

O Governo vem com o objectivo de privatizar tudo o que dê lucro, nacionalizar os prejuízos bancários bem como os nossos salários.

Os representantes do patronato nacional, da indústria à agricultura passando pelo comércio, querem ganhar na secretaria aquilo que, fruto das lutas dos trabalhadores, não conseguiram impor nos códigos de trabalho ou na concertação social.

As medidas propostas pelo Governo não vão aumentar a nossa competitividade.

As eleições de 23 de Janeiro são talvez as mais importantes dos últimos anos, elas podem definir o futuro próximo dos trabalhadores e da população.

Sócrates engana-se ou engana-nos (a alguns), quando argumenta que não mexe nos despedimentos, apenas os vai tornar mais baratos. Isto não é mais que estimular o aumento dos despedimentos colectivos.

Afinal, nas eleições de 2009, também os nossos eleitores elegeram um “Tiririca”...

É chegada a hora da Central Europeia de Sindicatos convocar uma greve geral a nível de toda a Europa, para o mesmo dia e mês.

O 13 de Maio de 2010 vai ficar na história de Portugal, por duas, não, por três diferentes, razões.

No ano e mês que se comemora o 36º aniversário de Abril, é estranho (ou não) que apareçam "inocentes" a atacar de novo a classe política e a lançar um ataque xenófobo aos imigrantes.