Um blog da Forbes ontem disse que perderam milhares de seguidores dos 637.000 que tinham quando a WikiLeaks twitteou que todos eles eram "objectivo de uma intimação pelo governo EUA". Hoje são 648.551 seguidores e continua a crescer.
Journalism.co.uk tem um post sobre uma iniciativa russa para traduzir as fugas que permite que vários tradutores trabalhem num único telegrama. Também destaca a massificação da campanha anti-corrupção Alexey Navalny.
No blogue da Attac Portugal, Henrique Sousa denuncia as pressões do do Departamento de Estado dos EUA que é o início de "uma gigantesca operação repressiva e invasora da liberdade dos cidadãos na Internet e nas redes sociais."
Mark Stephens, advogado de Julian Assange, considera o pedido de dados à rede social uma forma de assédio e reitera que ele se estende a todos os mais de 600 mil seguidores da WikiLeaks no Twitter.
O editorial do Los Angeles Times alerta para as condições desumanas em que Bradley Manning se encontra detido, salientado que está na prática a cumprir pena por um crime do qual não foi condenado.
Glenn Greenwald acusa o governo americano de deliberadamente criar um clima de medo nos últimos 10 anos. A intimidação de membros e apoiantes da WikiLeaks não é um acto isolado – a vigilância apertada estende-se a quem ouse criticar o governo e a cidadãos de outros países, como provam os últimos desenvolvimentos.
Em 2008, quando se soube que os EUA usaram espaço aéreo da Dinamarca para transporte ilegal de prisioneiros, o governo dinamarquês prometia ao parlamento perguntar detalhadamente aos EUA sobre os voos, ao mesmo tempo que altas autoridades diziam ao embaixador norte-americano em Londres que queriam silêncio, não perguntas, esperando que a história perdesse interesse.
O The Guardian publica uma cronologia dos ataques movidos por plataformas técnicas, legais e financeiras contra a WikiLeaks, colaboradores e Julian Assange.
"A transparência deve ser proporcional ao poder que cada um tem. A maior poder, maior o perigo gerado por esse poder e maior necessidade de transparência, Reciprocamente o mais fraco é que tem mais perigo em ser transparente". Entrevista completa Paris Match. Versão em inglês.
"Se o governo iraniano tentasse pela força obter essa informação de jornalistas e activistas de países estrangeiros, grupos de direitos humanos em todo o mundo levantariam a voz." Leia no Guardian. Aqui, o PDF da intimação ao Twitter.